Vendas no varejo sobem 0,6% em fevereiro e batem novo recorde histórico

Vendas no varejo sobem 0,6% em fevereiro e batem novo recorde histórico
O crescimento foi puxado por itens essenciais, com destaque para o segmento de hiper e supermercados, que avançou 1,1%/Valter Campanato/Agência Brasil
Publicado em 15/04/2026 às 13:00

Da Redação de LexLegal

O comércio varejista brasileiro registrou alta de 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro, atingindo o maior patamar de vendas desde o início da série histórica em 2000. Os números da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), publicados pelo IBGE nesta quarta-feira (15), mostram que o setor superou o recorde anterior estabelecido no mês passado. A média móvel trimestral fechou em 0,2%, consolidando a trajetória de recuperação iniciada no fim de 2025.

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Protagonismo de supermercados impulsiona índice

O crescimento foi puxado por itens essenciais, com destaque para o segmento de hiper e supermercados, que avançou 1,1%. Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o resultado positivo foi incentivado pela “volta do protagonismo de atividades que ofertam produtos básicos do comércio, sobretudo atividades de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo que tem um peso grande no indicador geral.” Outras altas foram registradas em livros e papelaria (2,4%), combustíveis (1,7%) e artigos farmacêuticos (0,3%).

Queda em informática e cenário de curto prazo

No campo negativo, o setor de equipamentos de informática e escritório liderou as perdas com recuo de 2,7%. Também caíram as vendas de artigos de uso pessoal (-0,6%) e vestuário (-0,3%). Na análise dos últimos seis meses, o desempenho geral do varejo aponta estabilidade, interrompida apenas por uma oscilação negativa no final do ano.

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Na passagem de dezembro para janeiro o resultado foi 0,4%. “Antes disso, a gente vinha de uma queda. Mas nos últimos seis meses este foi o único resultado negativo, o resultado de dezembro”, explica Cristiano Santos. O setor mantém tendência de alta impulsionada pelo consumo de bens não duráveis e pela estabilização da renda.

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