Vendas no comércio sobem 0,5% em outubro e atingem melhor ritmo desde março

Vendas no comércio sobem 0,5% em outubro e atingem melhor ritmo desde março
Publicado em 11/12/2025 às 13:33

Da redação de LexLegal

As vendas do comércio varejista cresceram 0,5% em outubro em relação a setembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (11) pelo IBGE. O avanço representa o melhor desempenho mensal desde março de 2025, quando o setor havia registrado alta de 0,7%. Na comparação com outubro do ano passado, o volume de vendas aumentou 1,1%. No acumulado de 12 meses, o crescimento ficou em 1,7%, o menor nível desde dezembro de 2024.

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O levantamento mostra oscilações ao longo de 2025, com quedas registradas entre abril e julho e retomada gradual a partir de agosto. Com o resultado de outubro, o comércio permanece 0,5% abaixo do ponto mais alto já registrado na série histórica iniciada em 2000, alcançado em março deste ano. Ainda assim, o setor segue 9,6% acima do patamar pré-pandemia, medido em fevereiro de 2020.

Sete das oito atividades analisadas pelo IBGE apresentaram alta na passagem de setembro para outubro. O melhor desempenho veio do segmento de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que avançou 3,2%. Combustíveis e lubrificantes subiram 1,4%, enquanto móveis e eletrodomésticos registraram aumento de 1,0%. Livros, jornais, revistas e papelaria cresceram 0,6%; outros artigos de uso pessoal e doméstico, 0,4%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, 0,3%; e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, 0,1%. A única queda foi em tecidos, vestuário e calçados, com recuo de 0,3%.

Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, produtos como computadores, celulares e eletrodomésticos impulsionaram o comércio em outubro. Ele afirmou que empresas do setor aproveitaram a desvalorização do dólar e ampliaram promoções para atrair consumidores. “As empresas aproveitaram a depreciação [desvalorização] do dólar e performaram melhor, também por conta de promoções”, disse.

Para Santos, o avanço das vendas resulta da junção de fatores que favoreceram o consumo. Ele destacou a redução da inflação — que registrou deflação em itens como alimentação no domicílio, móveis e eletrodomésticos —, além do mercado de trabalho aquecido e do aumento de 2,1% no crédito à pessoa física em outubro. O analista observou ainda que o crédito para famílias não tem sentido com a mesma intensidade os efeitos da Selic, mantida em 15% pelo Banco Central como estratégia para conter a inflação, que ficou 13 meses acima da meta oficial.

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No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e o atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve alta de 1,1% na comparação mensal. No acumulado de 12 meses, o indicador está estável. De acordo com Santos, o resultado foi influenciado principalmente pelo segmento automotivo e pelo atacado especializado em itens alimentícios e bebidas.

SÃO PAULO WEATHER