Veirano e Campos Vieira fecham aporte da Série A na Belterra Agroflorestas

Da redação de LexLegal
Um consórcio de fundos de investimento internacionais e nacionais concluiu um aporte financeiro da Série A na startup brasileira Belterra Agroflorestas. O investimento, liderado pela gestora Bold.t, contou com a participação dos fundos MOV e Rise, além da Ecosia, plataforma de buscas global voltada para projetos de reflorestamento.
A rodada de captação da Série A representa a primeira grande fase de investimentos de risco que uma empresa recebe de fundos de venture capital para expandir suas operações comerciais após validar seu modelo de negócios inicial.
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Finanças ambientais impulsionam mercado de créditos de carbono
O modelo de negócios da Belterra combina a exploração agrícola com a regeneração de biomas por meio de Sistemas Agroflorestais (SAF). Esse método integra a produção de alimentos com o cultivo de árvores nativas em uma mesma área de terra, dispensando o desmatamento.
Isso permite que a companhia capte receitas adicionais com a comercialização de créditos de carbono, que são ativos financeiros gerados por projetos que comprovadamente evitam a emissão ou retiram gases de efeito estufa da atmosfera.
A assessoria jurídica do grupo de investidores foi conduzida pelo escritório Veirano Advogados, que mobilizou os sócios Maria Christina Motta Gueorguiev e Guilherme Ohanian Monteiro, o associado sênior João Pedro Zagni, e os advogados Ana Laura Ramires Carvalho e Eduardo Silveiro.
Na outra ponta da mesa de negociações, o escritório Campos Vieira Advogados representou a Belterra Agroflorestas na estruturação do contrato, atuando por meio dos sócios Rodrigo de Campos Vieira e Fulvio Pistoresi.
Soluções baseadas na natureza ganham escala na economia rural
A transação sinaliza o apetite de fundos estrangeiros por soluções baseadas na natureza dentro do agronegócio nacional. O avanço das exigências internacionais por cadeias de suprimentos limpas transformou o plantio consorciado em um ativo financeiro estratégico para o cumprimento de metas de neutralidade climática de grandes corporações. Com os recursos atraídos na rodada, a empresa planeja aumentar a escala de monitoramento de suas fazendas parceiras.
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A modelagem de contratos para investimentos em agroflorestas exige a criação de cláusulas específicas de auditoria ambiental e garantias reais sobre a propriedade dos créditos gerados. As bancas de advocacia envolvidas atuaram na auditoria legal e na confecção dos acordos de acionistas para assegurar a distribuição dos dividendos agrícolas e dos direitos sobre os ativos ecológicos. A operação foi finalizada e os recursos já foram transferidos para o caixa operacional da companhia.