Varejo fecha 2025 com alta de 1,6% puxado por eletrônicos e farmácias

Da redação de LexLegal
O comércio varejista brasileiro encerrou 2025 com crescimento de 1,6%, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio divulgados nesta sexta-feira (13) pelo IBGE. O resultado mostra uma desaceleração em relação à expansão de 4,1% registrada no ano anterior, retornando ao patamar médio de crescimento dos últimos ciclos.
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A desvalorização do dólar frente ao real foi determinante para o desempenho de setores como informática e comunicação, que avançaram 4,1%. Com eletrônicos e laptops importados mais baratos, o consumidor manteve o ritmo de compras, acompanhado pelo setor farmacêutico e de eletrodomésticos, ambos com alta de 4,5%.
No varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o cenário foi de estagnação, com variação de apenas 0,1%. O desempenho foi prejudicado pela queda de 2,9% na revenda de veículos e motos, que vinha de uma base de comparação muito forte em 2024, além do recuo no atacado de alimentos.
Cristiano Santos, gerente da pesquisa, destaca que o crescimento de 2025 foi distribuído, mas perdeu fôlego em dezembro, que registrou queda de 0,4% frente a novembro. Setores tradicionais como hipermercados e combustíveis fecharam no azul, mas com avanços modestos de 0,8% e 0,6%, respectivamente.
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O saldo negativo de 2025 ficou concentrado em livros e papelaria, além do setor de construção civil, que variou -0,2%. Para 2026, a expectativa do mercado depende da manutenção do câmbio favorável e da recuperação do poder de compra nas categorias de bens duráveis, que sofreram com a base alta do ano retrasado.