Uso de drones reduz em até R$ 1 milhão custo de vistoria em navios no país

Da redação de LexLegal
A Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, deu início a um novo modelo de vistoria estrutural em navios petroleiros, utilizando drones com câmeras de alta resolução e tecnologia de ultrassom. A iniciativa estreou no petroleiro João Cândido, na Baía de Guanabara (RJ), e resultou em certificação concedida pela classificadora internacional American Bureau of Shipping (ABS) no último domingo (3). Além de representar um salto tecnológico na inspeção de tanques de carga, o uso dos drones reduziu o tempo de paralisação das embarcações e gerou economia potencial de até R$ 1 milhão por operação.
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A metodologia empregada permite alcançar áreas de difícil acesso, como cascos e espaços confinados, sem a necessidade de alpinistas industriais, andaimes ou botes. Os dados gerados são transmitidos em tempo real para uma central, onde são analisados por especialistas da Transpetro e da ABS, permitindo decisões rápidas e seguras sobre manutenção.
Segundo o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares, “o uso da tecnologia dispensa a necessidade de acesso humano aos espaços confinados durante a inspeção, contribuindo para um ambiente de trabalho ainda mais seguro. Além disso, temos também ganhos financeiros”.
A vistoria com drones foi realizada no final de julho e, com a aprovação do ABS, deverá ser aplicada a outros 14 navios da frota de 33 embarcações da companhia que já possuem certificação da agência internacional. A expectativa é que a prática seja gradualmente estendida a toda a frota da empresa, especialmente para navios que, como o João Cândido, precisam de inspeções obrigatórias a cada dois anos e meio.
A próxima embarcação da Transpetro a passar pelo novo modelo de inspeção será o navio Zumbi dos Palmares, previsto para o primeiro semestre de 2026. A medida pode facilitar as exigências operacionais em portos internacionais, já que “em muitos portos, a apresentação de comprovantes de agências reconhecidas é requisito para atracação e operação”, destacou Soares.
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Atualmente, a Transpetro opera 48 terminais — 27 aquaviários e 21 terrestres — e cerca de 8,5 mil km de dutos, sendo considerada a maior operadora de logística multimodal de petróleo, derivados e biocombustíveis da América Latina.