Usiminas levanta US$ 500 milhões com emissão de notas e recompra parte de sua dívida de 2026

Usiminas levanta US$ 500 milhões com emissão de notas e recompra parte de sua dívida de 2026
Com essa emissão, a Usiminas conseguiu alongar o perfil de sua dívida, reduzindo pressões financeiras no curto prazo e reforçando sua posição estratégica no mercado global de capitais/Agência Brasil
Publicado em 13/02/2025 às 7:40

Da redação de LexLegal

A Usiminas, por meio de sua subsidiária Usiminas International S.à r.l., com sede em Luxemburgo, realizou a emissão de notas no valor total de US$ 500 milhões, com vencimento em 2032 e uma taxa de juros de 7,5% ao ano (yield de 7,75%). Essa foi a primeira emissão de notas da Usiminas desde 2019, marcando seu retorno ao mercado global de dívida.

Os recursos captados com a emissão das notas serão utilizados para:

Recompra de notas com vencimento em 2026: A Usiminas lançou uma oferta para adquirir, em dinheiro, qualquer ou todas as notas remanescentes de sua emissão de 2026, que possuem uma taxa de 5,875% ao ano. O valor de recompra foi fixado em US$ 1.005 por nota, um pequeno prêmio sobre o valor de face.

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Uso corporativo geral: A operação também busca reforçar a estrutura de capital da empresa, possibilitando maior flexibilidade para futuros investimentos e obrigações financeiras.

    No lançamento da oferta de recompra, o montante principal total em circulação das notas de 2026 era de US$ 430 milhões, mas o valor final recebido na oferta foi de US$ 224,068 milhões.

    As notas emitidas são garantidas de forma total, incondicional e irrevogável pela Usiminas, destacando o compromisso da empresa com seus credores e investidores. A operação foi estruturada para atender tanto ao mercado norte-americano quanto ao internacional:

    Nos Estados Unidos, a distribuição foi realizada exclusivamente para investidores institucionais qualificados, de acordo com a Regra 144A do Securities Act.

    Fora dos Estados Unidos, a emissão seguiu as diretrizes da Regulação S.

    A operação contou com a participação do Citi BankGoldman SachsItaú BBAJP MorganUBSBradesco BBI e Bank of America. Na recompra das notas de 2026, os mesmos bancos, exceto Bradesco e Bank of America, atuaram como dealer managers.

    Assessoria jurídica e especialistas envolvidos

    O escritório Demarest Advogados foi o responsável por prestar assessoria jurídica à Usiminas em aspectos relacionados à legislação brasileira, tanto na emissão das notas quanto na oferta de recompra. A equipe de especialistas foi liderada pelos advogados Julia Lobo e Luiz Felipe Eustáquio, com suporte dos associados Isabela BernacchioLuisa Beatriz da Silva e Murilo Monteleone.

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    Além disso, os escritórios internacionais Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom LLP e Milbank LLP participaram da estruturação jurídica nos Estados Unidos e em Luxemburgo, reforçando a robustez da operação.

    Com essa emissão, a Usiminas conseguiu alongar o perfil de sua dívida, reduzindo pressões financeiras no curto prazo e reforçando sua posição estratégica no mercado global de capitais. A operação também demonstra a confiança dos investidores na empresa, que, apesar dos desafios econômicos, segue apresentando resultados consistentes e uma gestão financeira sólida.

    SÃO PAULO WEATHER