Unicef promove mais de 1 milhão de oportunidades para jovens vulneráveis no Brasil

Da redação de LexLegal
A iniciativa Um Milhão de Oportunidades (1MiO), liderada pelo Unicef, ultrapassou a marca de 1,29 milhão de oportunidades de formação profissional, aprendizagem, estágio e emprego formal destinadas a adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade no Brasil. O programa alcançou 1.294.165 oportunidades efetivadas desde o lançamento, em 2020.
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De acordo com o levantamento, 473.501 adolescentes e jovens concluíram formações voltadas ao desenvolvimento de habilidades para o mundo do trabalho por meio do 1MiO. Outros 820.664 conseguiram vagas como aprendizes, estagiários ou em empregos formais, resultado de parcerias articuladas ao longo dos últimos quatro anos.
O objetivo central da iniciativa é ampliar o acesso de jovens de 14 a 29 anos a oportunidades de formação profissional, trabalho decente e participação cidadã. Para isso, o programa opera em articulação com o poder público, empresas, organizações da sociedade civil e os próprios jovens. A plataforma digital do 1MiO funciona como um hub que concentra oportunidades e conecta parceiros.
O público-alvo do programa está organizado em 12 perfis prioritários, entre eles jovens pretos e pardos, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, integrantes da população LGBTQIAPN+, jovens mães e moradores de periferias urbanas e de áreas rurais.
“Trabalhamos para que as empresas e governos tenham processos e protocolos de contratação, retenção e desenvolvimento de jovens em situação de vulnerabilidade. Com as redes de Educação públicas, atuamos fortalecendo a discussão sobre projeto de vida e desenvolvimento de habilidades e competências para o mundo do trabalho”, afirmou Mônica Dias Pinto, chefe de Educação do Unicef no Brasil.
Apesar do marco alcançado, a organização ressalta que os desafios da inclusão produtiva seguem relevantes no país. Dados da PNAD Contínua Educação, divulgados em junho de 2025, indicam que 8,9 milhões de adolescentes e jovens entre 15 e 29 anos não estudam nem trabalham no Brasil.
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“Historicamente, o desemprego entre os jovens é o dobro da média da população. Isso é ainda mais intenso entre adolescentes e jovens do sexo feminino, assim como entre jovens negros, com deficiência e de outros perfis prioritários para o 1MiO. Ainda temos a maior geração de jovens da nossa história, são 48,6 milhões entre 15 e 29 anos, e temos uma janela de algumas décadas para desenvolver todo esse potencial”, disse Mônica.