TST divulga lista de candidatos ao CNJ com 19 magistrados da Justiça do Trabalho

TST divulga lista de candidatos ao CNJ com 19 magistrados da Justiça do Trabalho
Indicação definirá representantes de primeiro e segundo graus no Conselho Nacional de Justiça/TRE-TO
Publicado em 17/01/2026 às 8:00

Da redação de LexLegal

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) divulgou nesta sexta-feira (16) a relação de magistradas e magistrados da Justiça do Trabalho que manifestaram interesse em concorrer às vagas destinadas ao ramo trabalhista no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A escolha dos indicados ocorrerá em sessão do Tribunal Pleno do TST, conforme previsto no regimento interno da Corte.

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Ao todo, 19 nomes foram inscritos no processo: seis desembargadoras e desembargadores de Tribunais Regionais do Trabalho e 13 juízas e juízes de primeiro grau. Eles concorrem às duas cadeiras reservadas à Justiça do Trabalho no CNJ, uma destinada a magistrado de segundo grau e outra a magistrado de primeiro grau, compondo a estrutura plural do órgão responsável pelo controle administrativo e disciplinar do Poder Judiciário.

Entre os candidatos oriundos dos Tribunais Regionais do Trabalho estão Eloina Maria Barbosa Machado, do TRT da 5ª Região (Bahia); Flávia Simões Falcão, do TRT da 10ª Região (Distrito Federal e Tocantins); José Luis Campos Xavier, do TRT da 1ª Região (Rio de Janeiro); Marçal Henri dos Santos Figueiredo, do TRT da 4ª Região (Rio Grande do Sul); Paulo Regis Machado Botelho, do TRT da 7ª Região (Ceará); e Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, do TRT da 9ª Região (Paraná).

Na disputa pela vaga destinada a juíza ou juiz do Trabalho de primeiro grau estão Francisco Pedro Jucá, da 2ª Região (São Paulo); Gerfran Carneiro Moreira, da 11ª Região (Amazonas e Roraima); Guilherme Guimarães Ludwig, da 5ª Região (Bahia); Mauro Augusto Ponce de Leão Braga, da 11ª Região (Amazonas e Roraima); Narayana Teixeira Hannas, da 18ª Região (Goiás); Nedir Veleda Moraes, da 17ª Região (Espírito Santo); Ney Stany Morais Maranhão, da 8ª Região (Pará e Amapá); Noemia Aparecida Garcia Porto, da 10ª Região (Distrito Federal e Tocantins); Patrícia Maeda, da 15ª Região (Campinas, São Paulo); Rafael Marcílio Xerez, da 7ª Região (Ceará); Raimundo Paulino Cavalcante Filho, da 11ª Região (Amazonas e Roraima); Thomaz Moreira Werneck, da 2ª Região (São Paulo); e Tiago Mallmann Sulzbach, da 4ª Região (Rio Grande do Sul).

O CNJ é composto por 15 integrantes, entre ministros de tribunais superiores, magistrados de diferentes ramos do Judiciário, membros do Ministério Público, advogados e cidadãos indicados pelo Congresso Nacional. No caso da Justiça do Trabalho, a Constituição determina que o colegiado conte com um desembargador ou desembargadora de TRT e um juiz ou juíza do Trabalho de primeiro grau, ambos escolhidos pelo TST.

Os indicados que forem selecionados pelo Tribunal Pleno substituirão o desembargador Alexandre Teixeira de Freitas Bastos Cunha, do TRT da 1ª Região, e o juiz do Trabalho Guilherme Guimarães Feliciano, da 15ª Região, cujos mandatos no Conselho se encerram neste ano. A renovação periódica das cadeiras garante a rotatividade institucional e a diversidade de experiências na formulação de políticas judiciárias nacionais.

Criado pela Emenda Constitucional nº 45, o CNJ exerce papel central na modernização e na fiscalização administrativa do Judiciário, além de atuar na formulação de metas nacionais, no controle disciplinar da magistratura e na promoção de políticas públicas voltadas ao acesso à Justiça, transparência e eficiência da prestação jurisdicional.

Para a Justiça do Trabalho, a presença no CNJ é estratégica, pois assegura que as especificidades do ramo trabalhista sejam consideradas nas decisões de alcance nacional, especialmente em temas como gestão processual, políticas de conciliação, informatização dos serviços judiciais e proteção de direitos sociais fundamentais.

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A definição dos nomes pelo TST deve ocorrer nas próximas semanas, em sessão administrativa do Tribunal Pleno, quando os ministros irão deliberar sobre as indicações que serão encaminhadas para a composição do Conselho Nacional de Justiça.

SÃO PAULO WEATHER