TSE proíbe uso de IA em redes sociais na reta final das eleições de 2026

TSE proíbe uso de IA em redes sociais na reta final das eleições de 2026
Regra veta conteúdos modificados 72 horas antes do pleito para evitar "deepfakes"/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Publicado em 03/03/2026 às 8:00

Da redação de LexLegal

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade as normas que vão blindar as eleições de outubro contra o uso abusivo de inteligência artificial. A principal restrição proíbe qualquer postagem de conteúdo manipulado nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas seguintes.

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A medida atinge diretamente alterações de imagem e voz de candidatos ou figuras públicas, visando frear a disseminação de desinformação no momento crítico da escolha do eleitor. Além disso, a Corte proibiu que ferramentas de IA ofereçam sugestões de voto aos usuários, mesmo quando questionadas, para impedir a interferência de algoritmos na decisão popular.

O pacote de resoluções também foca no combate à misoginia digital, vetando montagens que envolvam candidatas em contextos de nudez ou pornografia. O TSE reafirmou a responsabilidade das plataformas de internet, que podem ser punidas judicialmente caso não removam perfis falsos e publicações ilegais de forma ágil.

Para equilibrar o jogo, os ministros garantiram a liberdade de expressão em ambientes acadêmicos e movimentos sociais durante a pré-campanha. Manifestações políticas espontâneas em escolas e universidades foram liberadas, assim como a panfletagem em locais públicos, desde que não obstruam a circulação de pedestres.

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Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, as novas regras tentam antecipar os desafios tecnológicos de um pleito que escolherá desde o presidente da República até deputados estaduais. Na última semana, o tribunal já havia definido diretrizes sobre o transporte de eleitores e a divulgação de pesquisas, fechando o cerco contra irregularidades.

SÃO PAULO WEATHER