Trump diz que EUA atacaram a Venezuela e afirma que Maduro foi capturado

Trump diz que EUA atacaram a Venezuela e afirma que Maduro foi capturado
Explosões foram registradas em Caracas após anúncio de ataque americano à Venezuela/Agência Brasil/Reprodução X
Publicado em 03/01/2026 às 6:49

Da redação de LexLegal

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram uma ofensiva militar de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita por Trump em uma rede social e elevou fortemente a tensão internacional na América Latina. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea.”

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Em uma breve conversa telefônica com o The New York Times, Trump afirmou ter comemorado o que chamou de êxito da operação que resultou na captura de Nicolás Maduro. “Muito bom planejamento e muitos soldados excelentes e pessoas fantásticas”, declarou Trump. “Na verdade, foi uma operação brilhante.”

Questionado pelo jornal sobre a eventual autorização do Congresso norte-americano para a realização dos ataques, Trump não respondeu no momento. Ele também não informou o local para onde o casal teria sido levado e afirmou que novos detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, no horário de Brasília.

Ainda segundo o presidente americano, a operação teria sido conduzida com participação direta das forças de segurança dos Estados Unidos e resultou na retirada de Maduro e de sua esposa do território venezuelano por via aérea.

A emissora CBS informou que Nicolás Maduro teria sido capturado pela Delta Force, força de elite dos Estados Unidos especializada em operações sigilosas. A rede norte-americana relembrou que a unidade esteve à frente de ações de alto risco, como a operação realizada em 2019 que resultou na morte de Abu Bakr al-Baghdadi, então líder do grupo extremista Estado Islâmico.

Horas antes do anúncio, moradores de Caracas relataram uma série de explosões durante a madrugada. Ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo aproximado de 30 minutos na capital venezuelana. Testemunhas relataram tremores, barulho intenso de aeronaves e correria em diferentes regiões da cidade.

Parte de Caracas ficou sem fornecimento de energia elétrica, especialmente nas imediações da base aérea de La Carlota, no sul da capital. Imagens que circularam nas redes sociais mostram colunas de fumaça próximas a instalações militares e aeronaves voando em baixa altitude sobre a cidade.

Reação do governo venezuelano

Pouco depois das explosões, o governo da Venezuela divulgou um comunicado oficial afirmando que o país estava sob ataque estrangeiro. Na nota, o Palácio de Miraflores informou que Nicolás Maduro havia convocado forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização nacional.

“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto divulgado pelo governo venezuelano. A nota acrescenta que “o país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista”.

O comunicado acusa os Estados Unidos de tentar se apropriar de recursos estratégicos da Venezuela, com destaque para petróleo e minerais, e afirma que Washington busca impor uma “guerra colonial” com o objetivo de promover uma “mudança de regime”. O governo venezuelano declarou ainda que se reserva o direito de exercer legítima defesa e pediu solidariedade de países da América Latina e do Caribe.

Escalada de tensões

A pressão americana sobre Caracas se intensificou nos últimos meses. Em agosto, os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro. Na ocasião, o governo americano também reforçou sua presença militar no Mar do Caribe.

Inicialmente, a Casa Branca sustentou que a mobilização tinha como foco o combate ao narcotráfico internacional. Com o passar do tempo, autoridades americanas passaram a indicar, sob condição de anonimato, que o objetivo final seria a derrubada do governo venezuelano.

Trump e Maduro chegaram a manter uma conversa telefônica em novembro, mas, segundo a imprensa americana, o diálogo terminou sem avanços. Ainda naquele mês, Washington classificou o chamado Cartel de los Soles como organização terrorista e acusou Maduro de liderar o grupo.

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Relatos publicados pelo The New York Times indicam que os Estados Unidos têm interesse estratégico nas reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo. Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros venezuelanos e o governo Trump determinou o bloqueio de embarcações alvo de sanções, além de acusar Maduro de desviar recursos em prejuízo dos EUA. Reportagem em atualização.

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