Trump diz estar perto de acordo com Zelensky para encerrar guerra na Ucrânia

Da redação de LexLegal
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (28) que ele e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, estão “chegando muito mais perto, talvez muito perto” de um acordo para pôr fim à guerra no território ucraniano. Segundo Trump, apesar do avanço, pontos considerados sensíveis ainda seguem sem definição entre as partes.
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As declarações foram dadas em entrevista conjunta após uma reunião realizada no resort de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida. O presidente americano afirmou que será possível saber “em algumas semanas” se as negociações terão êxito e resultarão em um acordo efetivo para o fim do conflito iniciado em 2022.
Zelensky afirmou que já houve entendimento em relação às garantias de segurança para a Ucrânia no período pós-guerra. Trump, por sua vez, adotou um tom mais cauteloso ao dizer que os dois países estariam a cerca de 95% de um consenso. Ele acrescentou que espera que os países europeus “assumissem uma grande parte” do esforço, com apoio dos Estados Unidos.
O presidente ucraniano vinha defendendo publicamente a revisão de uma proposta americana que previa a retirada completa das forças ucranianas da região de Donbas, no leste do país. A exigência, alinhada à posição russa, implicaria a cessão de territórios atualmente sob controle da Ucrânia, tema que segue como um dos principais entraves das negociações.
Ao tratar do futuro do Donbas, Trump e Zelensky reconheceram que o impasse permanece. “Não está resolvido, mas está se aproximando muito mais. Essa é uma questão muito difícil”, disse Trump durante a entrevista concedida após o encontro.
Pouco antes da chegada de Zelensky e de sua comitiva à Flórida, Trump conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O contato foi descrito como “produtivo” pelo líder americano e como “amigável” pelo assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov.
Segundo Ushakov, Putin afirmou a Trump que a proposta de cessar-fogo de 60 dias apresentada pela União Europeia e pela Ucrânia teria como efeito prolongar a guerra. O assessor russo declarou ainda que, na avaliação do Kremlin, a Ucrânia precisa tomar uma decisão sobre o futuro do Donbas “sem mais demora”.
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O governo russo também informou que concordou em criar grupos de trabalho voltados à busca de uma solução para o conflito. De acordo com o Kremlin, essas equipes devem se concentrar em questões econômicas e de segurança, consideradas centrais para um eventual acordo de paz.