Troca de prisioneiros entre Israel e Hamas mantém frágil cessar-fogo

Troca de prisioneiros entre Israel e Hamas mantém frágil cessar-fogo
Imagens de reféns do Hamas/Reprodução / Governo de Israel
Publicado em 15/02/2025 às 14:39

Da redação de LexLegal

Neste sábado (15), o Hamas libertou os reféns israelenses Iair Horn, Sagui Dekel Chen e Sasha (Alexander) Troufanov na Faixa de Gaza, enquanto Israel soltou 369 prisioneiros palestinos em uma troca mediada para evitar o colapso de um cessar-fogo já fragilizado.

Os reféns israelenses foram apresentados em Khan Younis ao lado de militantes palestinos armados, conforme transmitido por imagens ao vivo. Em seguida, eles foram levados de volta a Israel por forças israelenses.

Pouco depois, ônibus transportando os palestinos libertados partiram da prisão de Ofer, em Israel, em direção à Cisjordânia ocupada. Um dos veículos chegou a Ramallah, onde os prisioneiros foram recebidos por uma multidão agitando bandeiras palestinas. “Não esperávamos ser soltos, mas Deus é grande, Deus nos libertou”, disse Musa Nawarwa, de 70 anos, condenado a duas penas de prisão perpétua por matar soldados israelenses na Cisjordânia.

Histórias dos prisioneiros libertados

Entre os palestinos libertados estavam indivíduos que cumpriam longas penas por envolvimento em ataques suicidas e ações que resultaram na morte de dezenas de israelenses durante a segunda intifada, nos anos 2000. Outros foram presos por matar soldados israelenses. Alguns, como Hassan Ewis, poderão voltar para casa, enquanto outros serão deportados para o Egito.

Ewis relatou as dificuldades enfrentadas na prisão, incluindo a falta de alimentos adequados. Ele é acusado de envolvimento em atentados com explosivos e homicídios.

Condições dos reféns israelenses

Reféns israelenses que retornaram desde janeiro relataram condições degradantes em cativeiro. Segundo relatos, muitos ficaram meses em túneis sem luz do dia, sofrendo abusos físicos e psicológicos, além de privação alimentar.

Alguns palestinos libertados retornaram a Gaza, um território devastado por intensos bombardeios israelenses ao longo de 15 meses de guerra. Grande parte deles foi detida após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, evento que intensificou o conflito.

A troca de prisioneiros reforça a tensão na região, mas também reflete um esforço para manter as negociações em andamento, evitando uma escalada maior do conflito.

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