Trench Rossi Watanabe assessora BID Invest e FMO em investimento de US$ 56 milhões em CRA do agronegócio

Da redação de LexLegal
O escritório Trench Rossi Watanabe Advogados assessorou o BID Invest — braço de investimentos do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) — e o FMO, banco de fomento holandês voltado ao desenvolvimento sustentável, em uma operação de emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) no valor total de US$ 56 milhões.
Leia também: Trench Rossi Watanabe assessora NFL em partida oficial no Maracanã
A operação foi estruturada com lastro em Cédulas de Produto Rural Financeiras (CPR-F), instrumentos de crédito utilizados para antecipar recursos a produtores rurais com base na promessa de entrega futura de produtos agrícolas, como soja, milho e algodão. Nesse caso, o objetivo foi financiar produtores de soja na região do Cerrado, vinculando o crédito a compromissos socioambientais estabelecidos pelo programa Responsible Commodities Facility (RCF), coordenado pela SIM – Assessoria em Investimentos Sustentáveis.
O RCF é uma iniciativa que busca incentivar a produção agrícola sustentável, oferecendo crédito com juros mais baixos a produtores que adotam práticas de baixo impacto ambiental, como a proibição de desmatamento em novas árease o uso eficiente do solo e da água.
A emissão dos CRA foi duplamente listada na Vienna MTF (Bolsa de Viena) e na B3 (Bolsa de Valores do Brasil), atendendo às políticas de integridade, ambientais e sociais do BID Invest e do FMO.
O time do Trench Rossi Watanabe foi liderado pelo sócio Eduardo Herszkowicz, com participação do advogado Bruno Gontijo.
Pelo lado das instituições, a operação contou ainda com a atuação interna de Juliana Soares Porto Fonseca (BID Invest) e Wen Li (FMO), responsáveis pela assessoria jurídica nas respectivas organizações.
Veja também: Trench Rossi Watanabe e Pinheiro Neto atuam na compra da Wickbold pelo Grupo Bimbo
A transação reflete o crescimento dos investimentos sustentáveis no agronegócio brasileiro, especialmente em projetos com financiamento internacional e metas de responsabilidade socioambiental. O modelo vem ganhando espaço em um momento em que o setor busca equilibrar produtividade, preservação ambiental e acesso a crédito verde.