Trench Rossi Watanabe assessora AFRY em aquisição estratégica da Reta Engenharia

Da redação de LexLegal
O escritório Trench Rossi Watanabe atuou como assessor jurídico da AFRY na aquisição da Reta Engenharia, empresa brasileira com forte presença no setor de mineração e metais. A operação fortalece a atuação da multinacional no Brasil e expande suas capacidades em áreas consideradas essenciais para a transição energética global.
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A AFRY, companhia internacional de engenharia, design e consultoria com sede na Suécia e presença em mais de 100 países, busca consolidar sua participação no mercado latino-americano em setores críticos para a chamada economia verde. Já a Reta Engenharia é reconhecida por prestar serviços técnicos especializados em mineração e metalurgia, setores que estão no centro da demanda por minerais estratégicos.
Segundo especialistas em direito empresarial, transações desse porte refletem uma tendência crescente no Brasil: o interesse de companhias estrangeiras em ativos ligados à transição energética e à segurança de cadeias de suprimento de insumos essenciais, como cobre, níquel, lítio e terras raras. Esses minerais são fundamentais para a fabricação de turbinas eólicas, painéis solares, baterias de veículos elétricos e tecnologias de descarbonização.
O país, por sua vez, ocupa um papel de destaque nesse cenário por dispor de reservas abundantes e por estar em processo de modernização de sua regulação mineral. Operações de fusões e aquisições no setor, como a da AFRY, não apenas movimentam o mercado de capitais, mas também exigem análises jurídicas complexas em temas como licenciamento ambiental, contratos de fornecimento, compliance regulatório e due diligence socioambiental.
Na transação, a equipe do Trench Rossi Watanabe foi liderada pela sócia Lara Schwartzmann e contou com a participação dos advogados Munique Stragliotto Isoppo, Beatriz Chagas Brandão e Vinicius Lemos Loureiro.
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O movimento é parte de uma estratégia global da AFRY de investir em setores que apoiem o cumprimento das metas climáticas internacionais, como as estabelecidas pelo Acordo de Paris e pela agenda de neutralidade de carbono até 2050. Para especialistas em mercado jurídico, a aquisição pode abrir espaço para novas rodadas de investimentos estrangeiros no Brasil, desde que acompanhadas de segurança jurídica e estabilidade regulatória.