TozziniFreire, Machado Meyer, White & Case e Davis Polk atuam em emissão de US$ 500 milhões da Eldorado

Da redação de LexLegal
A Eldorado Brasil Celulose concluiu uma captação internacional de US$ 500 milhões por meio da emissão de senior notes com juros de 8,5% ao ano e vencimento em 2032. As senior notes são títulos de dívida emitidos no exterior que dão prioridade aos investidores em caso de eventuais disputas ou recuperação judicial, funcionando como uma forma de financiamento de longo prazo para grandes companhias. A operação foi estruturada pela Eldorado Intl. Finance GmbH, subsidiária europeia do grupo, com garantia da Cellulose Eldorado Austria GmbH, e distribuída globalmente por bancos como Bradesco BBI, BTG Pactual (Cayman), Citigroup, BB Securities, Credit Agricole, Itaú BBA USA e Mizuho.
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A emissão tem como principal finalidade o pagamento de dívidas bilaterais da Eldorado no Brasil, substituindo linhas de crédito anteriores por uma estrutura de financiamento mais longa e com condições que a empresa considera mais adequadas ao seu planejamento financeiro. Em operações dessa natureza, companhias buscam acessar o mercado internacional de capitais para diversificar fontes de recursos, alongar prazos e aumentar a previsibilidade de caixa. A transação, no entanto, foi marcada por um nível elevado de complexidade, envolvendo múltiplas jurisdições, diferentes reguladores e uma estrutura de garantias que exigiu coordenação intensa entre escritórios no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.
A Eldorado é uma das maiores produtoras brasileiras de celulose, setor que depende de investimentos de longo prazo e, por isso, utiliza frequentemente instrumentos de dívida no mercado externo. A emissão se insere em um ciclo de reorganização financeira da companhia, que busca ampliar competitividade em meio à volatilidade cambial e às pressões internacionais sobre o segmento de base florestal.
Os advogados envolvidos desempenharam papel central na coordenação legal da operação. Pelo lado da emissora e das garantidoras, atuou o TozziniFreire Advogados, com os sócios Daniel Laudísio e Alexei Bonamin, o senior associate Leonardo Medeiros Braghetto, a associate Marina Maia de Souza, Marisa Bastos Pujol e os estagiários João Guilherme Echeverria Peralta e Ana Carolina Paniagua. Nos Estados Unidos, a White & Case assessorou as mesmas partes, com os sócios Donald Elliott Baker e John Pierre Guzman, a associate Clara Silva e o law clerk Camilo Vasquez.
Do lado dos bancos compradores, o Machado Meyer Advogados coordenou os aspectos jurídicos no Brasil, com os sócios Raphael Zono e Marcelo Lucon, os associados Mario Gomez Carrera Neto, Vitor Pisarro Bradley de Araujo e Julia Gama Ribeiro Leite Saad, além do trainee Guilherme Carbonari Orlando. A Davis Polk & Wardwell assessorou o mesmo grupo de bancos nos Estados Unidos, com o sócio Manuel Garciadiaz, o associado Alexandre Diniz e o foreign temporary associate Caio Monteiro de Morais.
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A operação reforça o apetite do mercado internacional por dívidas corporativas brasileiras e mostra que multinacionais do setor de celulose mantêm acesso relevante a investidores estrangeiros, mesmo em um cenário global de juros elevados.