TozziniFreire e Tauil & Chequer fecham venda bilionária de ativos da Energisa

TozziniFreire e Tauil & Chequer fecham venda bilionária de ativos da Energisa
Taesa compra cinco empresas de transmissão de energia por R$ 2,2 bilhões e expande rede no país/Energisa
Publicado em 25/05/2026 às 11:00

Da redação de LexLegal

A Taesa assinou contrato para comprar cinco concessionárias de transmissão de energia elétrica do Grupo Energisa por R$ 2,293 bilhões. O negócio expande a atuação da compradora nas regiões Norte and Centro-Oeste com mais de 1,3 mil quilômetros de linhas de alta tensão. A operação envolve o valor total das empresas, chamado no jargão de mercado de valor da firma, que inclui a admissão de dívidas líquidas no total de R$ 748 milhões, restando um valor líquido pelas ações de R$ 1,545 bilhão.

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O TozziniFreire Advogados atuou como assessor jurídico da Taesa na ponta compradora. A banca liderou a auditoria jurídica, processo minucioso de checagem de passivos e riscos regulatórios das companhias, e elaborou o contrato definitivo de compra e venda de ações.

Na ponta vendedora, o Tauil & Chequer Advogados associado a Mayer Brown representou os interesses da Energisa na estruturação e negociação dos termos comerciais da desestatização de ativos.

O time de advogados estruturou o contrato bilionário com a participação dos profissionais João Ribeiro da CostaOswaldo Dalla TorreLaura Garcia de Freitas SouzaDiana de Almeida RodriguesJoão Vitor de Almeida RamosThiago Rodrigues da SilvaErick Arley Caldas dos SantosVictor Piccinno Olmo CostaBruno SalzanoAnna Luiza Aparecida Machado MarquesRebeca de Oliveira LiarenoDaniel de Oliveira MacedoMariana Assis da Silva CostaMarina Delbons Duarte de OliveiraFernanda Rocha PoglieseJoão Paulo Paes de BarrosGuilherme Fiuza MunizMarina Senise, Layla Charlab, Débora Yanasse e Luisa Tortolano.

Acordo prevê divisão de riscos e depende do aval de órgãos reguladores

O principal desafio da negociação jurídica residiu na alocação de riscos entre as partes, que define em contrato quem arcará com eventuais prejuízos judiciais ou administrativos ocultos que possam surgir após a transferência definitiva do controle. Os ativos negociados ficam localizados geograficamente nos estados de Tocantins, Pará e Goiás, englobando 12 subestações em pleno funcionamento logístico.

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A conclusão definitiva do negócio jurídico depende do cumprimento de condições precedentes, cláusulas obrigatórias que condicionam o fechamento do contrato à autorização prévia do Estado. Por se tratar de infraestrutura regulada, o pacto necessita de aprovação da Aneel, que fiscaliza o setor elétrico, e do Cade, órgão de defesa da concorrência que avalia se a concentração econômica prejudica o mercado consumidor.

SÃO PAULO WEATHER