TozziniFreire e Lobo de Rizzo assessoram emissão de debêntures da CPFL

Da redação de LexLegal
O escritório TozziniFreire Advogados assessorou as distribuidoras CPFL Paulista, CPFL Piratininga e RGE Sul na emissão pública de debêntures simples, sem garantia real, que somaram R$ 1,027 bilhão e contaram com garantia adicional da controladora CPFL Energia. O Lobo de Rizzo Advogados representou os coordenadores financeiros da oferta — Itaú BBA, Banco Safra e XP Investimentos.
Leia também: TozziniFreire reforça atuação no Rio com nova sócia na área de mercado de capitais
As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos no mercado, funcionando como um empréstimo feito por investidores. O adjetivo “simples” indica que esses papéis não se convertem em ações e “sem garantia real” significa que não estão vinculados a um bem específico da companhia, embora contem com garantia corporativa adicional da controladora CPFL Energia.
A operação foi pública e realizada em série única, permitindo a negociação dos títulos no mercado e ampliando o acesso de investidores institucionais ao setor elétrico — considerado um dos pilares da infraestrutura nacional e um dos mais regulados do país.
Na estruturação da oferta, o TozziniFreire Advogados representou as companhias emissoras, com a equipe formada pelo sócio Daniel Laudisio, as associadas Marina Maia de Souza e Thais Vieira de Freitas e a estagiária Ana Carolina Assumpção Paniagua dos Santos.
Já o Lobo de Rizzo Advogados assessorou os coordenadores da operação — Itaú BBA Assessoria Financeira, Banco Safra e XP Investimentos Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários — com equipe liderada pelo sócio André Ramos Bedim e integrada pelas advogadas Lívia Maria Grosso Mascarenhas, Isadora Guimarães de Freitas e Julia Francisqueti Carvalho.
A oferta reforça a tendência de diversificação de fontes de financiamento por meio do mercado de capitais, especialmente entre empresas do setor elétrico, que buscam alternativas competitivas às linhas tradicionais de crédito bancário. Operações desse tipo são reguladas pela Resolução CVM 160, que simplifica o processo de registro automático e amplia a transparência para investidores.
Segundo analistas do setor, o movimento também reflete o interesse crescente de investidores em títulos corporativos de infraestrutura, impulsionado pela previsibilidade de receitas e pela solidez financeira das companhias de energia.
Veja também: Lobo de Rizzo assessora Cargill na compra de imóvel estratégico para planta de soja na Bahia
A CPFL Energia, controladora das distribuidoras participantes, é uma das maiores empresas de distribuição de energia elétrica do país, com forte presença nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. A operação contribui para a expansão de sua capacidade de investimento e modernização das redes de distribuição.