TozziniFreire e Lefosse assessoram Vivo em compra de 50% da Fibrasil por R$ 850 milhões

Da redação de LexLegal
Em mais um movimento estratégico no setor de telecomunicações, a Telefônica Brasil S.A. (Vivo) assinou, no dia 10 de julho de 2025, um contrato para adquirir 50% da Fibrasil Infraestrutura e Fibra Ótica S.A., que pertenciam ao grupo canadense Caisse de dépôt et placement du Québec (La Caisse) e à Fibre Brasil Participações S.A..
A operação, no valor de R$ 850 milhões, representa a consolidação do controle da Fibrasil pela Vivo e está condicionada à aprovação prévia de órgãos reguladores como o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
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A Fibrasil atua como operadora de redes neutras de fibra óptica, modelo de negócios que permite o compartilhamento da infraestrutura entre diferentes operadoras — o que amplia a cobertura e reduz custos. Com a aquisição da totalidade das ações, a Vivo avança na verticalização de sua cadeia de serviços e reforça sua presença no mercado de atacado de conectividade. A transação segue a lógica das chamadas operações de M&A (fusões e aquisições), em que uma empresa compra ou se funde com outra para fortalecer sua posição no setor.
O contrato prevê que, caso o fechamento da operação (closing) ocorra após 90 dias da assinatura, será aplicada uma correção monetária com base na taxa CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro), calculada proporcionalmente aos dias transcorridos (pro rata die). Essa cláusula é comum em grandes transações e tem o objetivo de ajustar o valor pago com base nas condições financeiras do período.
Na estruturação jurídica da operação, a Telefônica Brasil foi assessorada pelos escritórios TozziniFreire Advogados e Lefosse. A equipe do TozziniFreire é formada pelos sócios Mirella Mie Abe e Carlos Mello, e pelas advogadas Sara Abdu e Ana Carolina Gaspar.
O Lefosse teve a participação dos sócios Eduardo Carvalhaes e Paola Pugliese, além da counsel Karen Coutinho e dos advogados Gabriel Pretola, Vinicius Hercos e Antonio Haddad. Já o grupo vendedor, La Caisse, contou com assessoria do Pinheiro Neto Advogados, representado por Roberta Stettinger Bilotti Demange, Gabriella Lima Florner, Tomás Filipe Schoeller Paiva e Vitor Amorim Mendonça Alves.
Do lado da Vivo, os advogados internos Breno Rodrigo Pacheco de Oliveira, Nathalia Pereira Leite, Isis Garcia de Faria Kugler e Nadia Furuzawa Santos também atuaram ativamente na operação.
A transação faz parte de uma tendência mais ampla no setor de telecomunicações, que busca concentrar ativos estratégicos em redes de alta capacidade, especialmente no modelo de fibra óptica até a residência (FTTH). Essa infraestrutura é considerada essencial para a expansão da internet de alta velocidade no Brasil e tem atraído tanto investimentos estrangeiros quanto movimentos de consolidação entre players nacionais.
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