TJ-SP aceita denúncia e torna réu empresário acusado de feminicídio em Alphaville

TJ-SP aceita denúncia e torna réu empresário acusado de feminicídio em Alphaville
A decisão do juiz Fábio Calheiros do Nascimento reconhece a existência de indícios de autoria e materialidade do crime/TJSP
Publicado em 19/08/2025 às 16:00

Da redação de LexLegal

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réu o empresário Fábio Seoane Soalheiro, de 59 anos, acusado de matar sua companheira, Bruna Martello Carvalho, na madrugada de 3 de agosto de 2025, em Alphaville, Barueri (SP). O caso será julgado pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Barueri.

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A decisão do juiz Fábio Calheiros do Nascimento reconhece a existência de indícios de autoria e materialidade do crime, rejeitando a alegação da defesa de que Bruna teria sofrido uma convulsão. O magistrado também manteve a prisão preventiva de Soalheiro, decretada em audiência de custódia, e determinou a apresentação de defesa preliminar.

O Ministério Público havia inicialmente solicitado a soltura do acusado, mas voltou atrás após a apresentação de novos laudos periciais que apontaram sinais compatíveis com asfixia por compressão torácica. A denúncia classifica o crime como feminicídio qualificado por asfixia, em contexto de violência doméstica.

De acordo com as investigações, Fábio e Bruna viviam em união estável há cerca de um ano, em meio a brigas constantes relatadas por vizinhos e confirmadas por mensagens da vítima à mãe. Na noite do crime, após mais uma discussão, o empresário teria agredido a vítima e a asfixiado até a morte.

O promotor de Justiça Vitor Petri pediu que o réu seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e requereu indenização de R$ 100 mil à filha de Bruna, a título de reparação pelo dano moral decorrente da perda da mãe.

“O recebimento da denúncia pelo Tribunal de Justiça representa um passo fundamental para que a verdade venha à tona e a responsabilidade pelo feminicídio de Bruna seja reconhecida. A família segue confiante na busca por justiça e na proteção dos direitos da filha da vítima”, afirma a advogada Cecília Mello, que representa a família da vítima.

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Se condenado, Fábio poderá responder por feminicídio qualificado, crime previsto no artigo 121-A do Código Penal, com julgamento pelo Tribunal do Júri. A reportagem tentou defesa com os advogados do réu e aguarda resposta.

SÃO PAULO WEATHER