Tesouro Direto bate recorde de vendas em julho

Da redação de LexLegal
O Tesouro Direto registrou em julho um novo recorde histórico para o mês, com vendas de R$ 7,26 bilhões em títulos públicos a pessoas físicas pela internet. O resultado representa um crescimento de 25,9% em relação a junho (R$ 5,77 bilhões) e de 12,8% frente a julho de 2024. O maior volume já alcançado na série histórica segue sendo o de março deste ano, quando o programa movimentou R$ 11,69 bilhões.
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Segundo dados do Tesouro Nacional, a preferência dos investidores foi pelos papéis atrelados à Taxa Selic, que responderam por 52,9% das vendas no mês. Em seguida vieram os títulos corrigidos pela inflação (24,6%) e os prefixados (10,9%). Chamou atenção também o avanço do Tesouro Renda+, voltado para a formação de poupança para aposentadoria, que alcançou pela primeira vez 10% do total. Já o recém-criado Tesouro Educa+, voltado ao financiamento de estudos, respondeu por 1,7%.
O crescimento do interesse por papéis indexados à Selic reflete o atual patamar da taxa básica de juros, fixada em 15% ao ano, o que aumenta a atratividade da renda fixa. O estoque total de títulos em circulação chegou a R$ 185,74 bilhões, alta de 27,7% em 12 meses. O balanço também mostrou a predominância de pequenos investidores: 79,3% das operações foram de até R$ 5 mil, e mais da metade (54,9%) de até R$ 1 mil.
Criado em 2002, o Tesouro Direto tem como objetivo democratizar o acesso aos títulos públicos, permitindo que pessoas físicas comprem diretamente pela internet, sem necessidade de bancos ou corretoras como intermediários. O programa já soma quase 33 milhões de investidores cadastrados, sendo mais de 3 milhões ativos. Além de servir como alternativa de investimento acessível, a iniciativa é uma importante ferramenta de financiamento do governo federal para pagamento da dívida pública e execução de políticas públicas.
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