Taxa de desemprego cai a 5,6% em 2025 e atinge menor nível da série do IBGE

Taxa de desemprego cai a 5,6% em 2025 e atinge menor nível da série do IBGE
Apesar de alta sazonal, taxa é a menor para o período em 14 anos; rendimento médio chega a R$ 3.679/Agência Brasil
Publicado em 30/01/2026 às 14:30

Da redação de LexLegal

O Brasil encerrou 2025 com taxa média de desocupação de 5,6%, a menor desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. No trimestre terminado em dezembro, o índice caiu para 5,1%, também recorde. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE.

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Ao longo de 2025, o número de pessoas ocupadas chegou a 103 milhões, maior patamar já registrado pela pesquisa. Na comparação anual, a população ocupada cresceu 1,7%, enquanto o contingente de desocupados caiu para 6,2 milhões, cerca de 1 milhão a menos do que em 2024.

O rendimento médio real mensal do trabalhador alcançou R$ 3.560, alta de 5,7% em relação ao ano anterior. Já a massa de rendimentos somou R$ 361,7 bilhões, o maior valor da série histórica, com crescimento de 7,5% em um ano.

O mercado formal também bateu recorde. O número de empregados do setor privado com carteira assinada atingiu 38,9 milhões de pessoas em 2025, expansão de 2,8% na comparação com 2024. A taxa de informalidade recuou para 38,1%.

Segundo Adriana Beringuy, analista do IBGE responsável pela Pnad Contínua, o bom desempenho do emprego ocorreu apesar do ambiente de juros elevados. “O efeito da taxa de juros não é uniforme. As atividades que mais expandiram o emprego e o consumo não foram as mais dependentes de crédito”, afirma.

De acordo com a analista, o avanço da renda teve papel central na sustentação da atividade econômica. “O que impulsionou a economia foi o crescimento da renda do trabalhador, e não o acesso ao crédito”, explica.

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Entre os setores, o maior crescimento do emprego em 2025 ocorreu nas áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com alta de 6,8%. A administração pública, educação, saúde e serviços sociais também avançaram, enquanto a construção registrou queda de 3,9% no número de ocupados.

SÃO PAULO WEATHER