Tauil & Chequer e Machado Meyer atuam na emissão de R$ 1,8 bilhão em debêntures da Motiva

Da redação de LexLegal
A Motiva Infraestrutura de Mobilidade realizou sua 19ª emissão pública de debêntures simples, não conversíveis em ações e sem garantia real, no valor total de R$ 1,8 bilhão. A operação contou com a assessoria jurídica dos escritórios Tauil & Chequer Advogados, em associação com Mayer Brown, representando a emissora, e Machado Meyer Advogados, assessorando os bancos coordenadores da oferta — XP Investimentos, Itaú BBA, Santander, BTG Pactual, UBS BB e Banco Votorantim.
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As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos junto a investidores, em troca do pagamento de juros. No caso da Motiva, os papéis foram emitidos em duas séries, estruturadas conforme a Resolução CVM 160, norma que regula as ofertas públicas de valores mobiliários no Brasil, substituindo as antigas Instruções CVM 400 e 476.
Os recursos obtidos com a emissão serão usados para reforçar o fluxo de caixa da companhia e financiar três projetos estratégicos de infraestrutura rodoviária, reforçando a presença da Motiva no setor de mobilidade e logística.
Segundo fontes próximas à operação, a transação foi desenhada para equilibrar liquidez imediata e investimento de longo prazo, garantindo segurança aos investidores e flexibilidade financeira à empresa.
A assessoria jurídica da emissora foi conduzida pelo Tauil & Chequer Advogados, em associação com Mayer Brown, sob a liderança do sócio Luis Montes, com a participação das advogadas Julia Zarth e Yasmin Rópa.
Pelos coordenadores da emissão, o Machado Meyer Advogados atuou com o sócio Paulo Markossian Nunes e os advogados Ana Carolina Peyres Neves e Vitor Pisarro Bradley de Araújo, oferecendo suporte jurídico completo para a estruturação da oferta e o cumprimento das exigências regulatórias previstas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A operação marca um novo passo no fortalecimento do mercado de capitais brasileiro, que tem registrado aumento nas emissões corporativas desde o segundo semestre de 2025, em meio à queda das taxas de juros e ao maior apetite de investidores por ativos de infraestrutura.