Stocche Forbes e Trench Rossi assessoram Copel em compra de R$ 1 bilhão

Da redação de LexLegal
A Copel Geração e Transmissão concluiu a aquisição de todas as ações da Geração Céu Azul, empresa que pertencia à Neoenergia, pelo valor de R$ 1,05 bilhão. A transação é central para o setor elétrico, pois a Céu Azul detém 70% de participação no Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu (CEBI), responsável por uma das importantes usinas hidrelétricas do Paraná. O movimento faz parte de uma reorganização societária complexa que permitiu à Copel exercer o seu direito de preferência.
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O exercício do direito de preferência ocorre quando um sócio tem a prioridade legal de comprar a parte de outro sócio pelo mesmo valor oferecido por terceiros, impedindo a entrada de um novo integrante no negócio sem seu consentimento. Com a conclusão desta etapa, a Copel GeT se posiciona para finalizar a venda da totalidade do consórcio CEBI para a Energo-Pro Brasil Holding. Essa sequência de operações de fusões e aquisições (M&A) permite que a estatal paranaense otimize seu portfólio de ativos e cumpra acordos estratégicos de desinvestimento.
A assessoria jurídica da Copel GeT foi conduzida pelo escritório Stocche Forbes Advogados. A equipe foi liderada pelos sócios Fabiano Milani e Emilio Gallucci, com o suporte dos associados Pedro Rocha de Cunto e Thomás Felipe Crosta. Pelo lado da vendedora, a Geração Céu Azul e a Neoenergia contaram com o suporte do Trench Rossi Watanabe, sob a coordenação do sócio José Roberto Martins e dos associados Adam Milgrom e Matheus Soares. Internamente, as companhias mobilizaram seus departamentos jurídicos, com Yuri Muller Ledra e Felipe Santos Ribas pela Copel, e Thays Raposo e Alana Braz pela Neoenergia.
Impacto no setor de energia
A Usina Baixo Iguaçu é um ativo estratégico para a segurança energética da região Sul. Transações bilionárias como esta exigem auditorias detalhadas e aprovações regulatórias, dada a importância da concessão de geração de energia. A saída da Neoenergia e o fortalecimento da posição da Copel antes da transferência definitiva para a Energo-Pro sinalizam um amadurecimento do mercado de geração, onde grandes grupos buscam consolidar operações geográficas ou sair de ativos específicos para focar em novas frentes de crescimento.
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A finalização do negócio encerra uma etapa burocrática extensa e abre caminho para que a gestão da usina passe por uma nova fase sob o comando de investidores internacionais. O papel dos assessores jurídicos foi fundamental para garantir que o rito de preferência seguisse os acordos de acionistas preexistentes, evitando contestações judiciais e assegurando a segurança jurídica de um dos maiores aportes do setor elétrico neste início de ano.