Stocche Forbes e Lefosse assessoram emissão de R$ 1,3 bilhão em debêntures da Equatorial Pará

Stocche Forbes e Lefosse assessoram emissão de R$ 1,3 bilhão em debêntures da Equatorial Pará
A operação reforça a tendência de uso das debêntures incentivadas como fonte de financiamento de longo prazo para projetos de infraestrutura, especialmente no setor elétrico/Equatorial
Publicado em 14/07/2025 às 9:30

Da redação de LexLegal

Equatorial Pará Distribuidora de Energia concluiu com sucesso, neste mês de julho, a 9ª emissão pública de debêntures — títulos de dívida usados por empresas para captar recursos no mercado financeiro. A operação, no valor de R$ 1,3 bilhão, foi realizada com base na Resolução CVM 160 e contou com os benefícios fiscais previstos na Lei nº 12.431/2011, que concede incentivos para títulos destinados ao financiamento de projetos de infraestrutura.

A estrutura jurídica da operação teve como protagonistas os escritórios Stocche Forbes Advogados, assessorando a emissora, e Lefosse Advogados, representando os bancos coordenadores da oferta.

Leia também: Stocche Forbes e Lefosse apoiam emissão de debêntures da Transnorte Energia

A Resolução CVM 160, norma editada pela Comissão de Valores Mobiliários, unifica e atualiza o regime das ofertas públicas no país, trazendo mais clareza e agilidade ao processo de emissão de títulos como as debêntures. Já a Lei nº 12.431/2011 permite que essas debêntures tenham incentivos tributários, como a redução ou isenção de Imposto de Renda para investidores pessoas físicas, desde que os recursos sejam destinados a projetos considerados prioritários em setores como energia, transporte, saneamento e telecomunicações — o que torna esse tipo de papel mais atrativo no mercado.

A Equatorial Pará, uma das distribuidoras do grupo Equatorial Energia, atua na região Norte do Brasil e investe fortemente na modernização da infraestrutura elétrica. A captação por meio das debêntures vai permitir o financiamento de obras e melhorias na rede de distribuição, com foco em eficiência e expansão do atendimento.

Stocche Forbes Advogados assessorou a Equatorial Pará na emissão e contou com a liderança dos sócios Frederico Moura e Laercio Munechika, além da atuação dos associados Paula Ghetti LyrioLucas MascarenhasGabriela Muradas Pires e dos estagiários Matheus Rodrigues Terra e Rafaela Rocha.

Já o Lefosse Advogados prestou assessoria jurídica aos coordenadores da oferta: BTG Pactual Investment BankingItaú BBAXP Investimentos e Banco Safra. A equipe do Lefosse foi formada pelo sócio Ricardo Prado e pelos advogados Thais RossiLuis BrunoRaquel AguiarEvandro Miguel e Pedro Toledo.

Também participaram da operação os departamentos jurídicos internos das instituições envolvidas. Pela Equatorial Pará, atuaram Thais Caroline Oliveira MachadoBruno Romão XimenesEsteanir Santos Lima e Beatriz Sousa Falcão. Representando o BTG Pactual, estiveram Felipe AndreuIzabel SiqueiraGabriela TrevisanMatheus Borghi e Carolina Sequeira. O Itaú BBA foi representado por Marina Milani; a XP Investimentos por Pedro Barbosa e Luiza Trindade; e o Banco Safra por Felipe BarbosaIsadora Costa ChavesRyan Roberto BezerraMarielli Boer e Bruna Rachel Souza de Jesus.

A operação reforça a tendência de uso das debêntures incentivadas como fonte de financiamento de longo prazo para projetos de infraestrutura, especialmente no setor elétrico, que vem liderando o volume de emissões em 2025. O cenário regulatório mais estável e o interesse de investidores por ativos com retorno estável e benefícios fiscais vêm impulsionando o crescimento desse mercado no país.

Veja também: Lefosse e Stocche Forbes Advogados atuam na venda de participação da Cia Paraná de Alimentos para afiliada do Pátria Investimentos

SÃO PAULO WEATHER