Stocche Forbes e Demarest assessoram fundos Itaú Infracore de R$ 357,5 mi

Stocche Forbes e Demarest assessoram fundos Itaú Infracore de R$ 357,5 mi
Operação cria dois fundos para financiar projetos de transmissão de energia/Magnific
Publicado em 23/07/2026 às 11:00

Da redação de LexLegal

Stocche Forbes e Demarest assessoraram a estruturação de dois fundos Itaú Infracore, em uma operação de R$ 357,5 milhões destinada ao financiamento da Transmissora SP-MG, empresa ligada a projetos de transmissão de energia no Brasil.

O Stocche Forbes representou o Itaú BBA Assessoria Financeira. O Demarest atuou para a Itaú Unibanco Asset Management e a Intrag DTVM. A operação ficou concentrada no mercado brasileiro, sem participação de investidores ou empresas de outras jurisdições.

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Como os fundos foram estruturados

Os veículos receberam os nomes de Itaú Infracore Transmissão I FIP-IE e Itaú Infracore Transmissão II FIP-IE. A sigla FIP-IE identifica um Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura, que reúne recursos de investidores para aplicações vinculadas a projetos do setor.

As cotas, que representam pequenas parcelas dos fundos, foram distribuídas pelo Itaú BBA. O banco atuou como coordenador líder, instituição responsável por organizar e conduzir a oferta aos investidores.

A Itaú Asset Management ficou responsável pela gestão, função que inclui as decisões sobre a aplicação dos recursos. A Intrag DTVM assumiu a administração, atividade relacionada ao funcionamento operacional, regulatório e contábil dos fundos.

Recursos serão aplicados em debêntures

Os fundos foram estruturados para adquirir debêntures da primeira e da segunda séries da quinta emissão da Transmissora SP-MG. Debêntures são títulos de dívida: a empresa capta dinheiro com investidores e se compromete a devolver os recursos nas condições e nos prazos definidos na emissão.

Os papéis são não conversíveis, o que significa que não podem ser transformados em ações da companhia. Também são quirografários, termo usado para indicar que não existe um bem específico oferecido como garantia real da dívida. A oferta seguiu as regras da Comissão de Valores Mobiliários para distribuição pública de valores mobiliários.

Equipes jurídicas

A equipe do Stocche Forbes foi liderada pelos sócios Marcos Ribeiro e e Bernardo Kruel de Souza Lima, com participação das advogadas Deborah Guedes Toledo Florencio e Maria Eduarda Giardino. No Demarest, trabalharam na operação a sócia Mariane Kondo e o advogado Gustavo Cecche.

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A estrutura permite que recursos captados com investidores sejam direcionados à compra da dívida emitida pela Transmissora SP-MG. Para a companhia, as debêntures funcionam como uma alternativa ao empréstimo bancário para financiar atividades e projetos de infraestrutura elétrica.

SÃO PAULO WEATHER