Stocche Forbes, Demarest, Cleary Gottlieb e Clifford Chance atuam na privatização da Copasa

Stocche Forbes, Demarest, Cleary Gottlieb e Clifford Chance atuam na privatização da Copasa
Oferta de R$ 8,4 bilhões transfere controle da companhia e marca uma das maiores privatizações do país/Agência MG
Publicado em 23/06/2026 às 10:00

Da redação de LexLegal

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) concluiu uma operação de R$ 8,4 bilhões que transferiu o controle da empresa para investidores privados. A transação envolveu a venda de mais de 171 milhões de ações pertencentes ao Estado de Minas Gerais e contou com a participação de alguns dos principais escritórios de advocacia do Brasil e do exterior.

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A operação é considerada uma das maiores privatizações realizadas no Brasil nos últimos anos e, segundo os envolvidos, representa também a maior oferta de ações do mercado de capitais da América Latina em 2026.

Com a venda das ações, o governo mineiro deixou de ser controlador da companhia, embora tenha mantido uma participação de 5,03% no capital social da empresa. Entre os ativos preservados pelo estado está a chamada “golden share”, ação especial que garante determinados poderes de veto em decisões estratégicas da companhia.

A oferta ocorreu tanto no mercado brasileiro quanto no exterior. Fora do país, a distribuição das ações seguiu regras específicas do mercado norte-americano e internacional voltadas a investidores institucionais.

Equatorial assume posição estratégica na companhia

Após a conclusão da oferta, o Grupo Equatorial tornou-se o principal investidor da operação por meio da subsidiária Gerais Saneamento. A companhia adquiriu uma participação de 30% na Copasa após um processo competitivo e passou a ocupar posição relevante na nova estrutura de controle da empresa.

Além da venda das ações, a operação envolveu negociações sobre regras de governança corporativa, mecanismos de proteção aos acionistas e compromissos entre os novos investidores e o Estado de Minas Gerais.

Também foram tratados temas ligados à renovação da concessão de Belo Horizonte até 2073 e outros contratos relacionados à prestação dos serviços de saneamento.

Privatização reforça movimento no setor de infraestrutura

A operação ocorre em um momento de forte interesse do mercado por empresas de infraestrutura e saneamento, impulsionado pelo novo marco legal do saneamento. A legislação busca ampliar investimentos privados no setor para acelerar a universalização dos serviços de água e esgoto em todo o país.

Para investidores, empresas como a Copasa possuem potencial de crescimento devido à necessidade de expansão da cobertura de saneamento e aos investimentos previstos para os próximos anos.

Escritórios e advogados envolvidos

A Copasa e o Estado de Minas Gerais foram assessorados pelo escritório Cleary Gottlieb em questões de direito norte-americano. A equipe contou com os sócios Jonathan Mendes de Oliveira e Matthew Brigham, além do advogado internacional André Bandeira de Mello e dos associados David Schechtman e Michael Hughes.

No Brasil, a assessoria jurídica da Copasa e do governo mineiro ficou a cargo do Stocche Forbes. A equipe foi liderada pelos sócios Henrique FilizzolaFabiano MilaniMariana SaragoçaRicardo FreoaThadeu BretasBruna BellottoAndre Bogosian e Matheus Campos. Também participaram os advogados Ana Flávia Chaves Candido da SilvaLuisa Sisconeto de MesquitaFernando Daniel de Ponte de PaulaAna Luiza de DeusGregory BarbosaVictor Nogueira CorrêaLarissa Bergo Veronesi e João Costa Marques.

Os bancos coordenadores da oferta foram assessorados pelo Demarest Advogados, por meio dos sócios Cristina TomiyamaJulia Lobo Dutra e Carlos Henrique Araujo, além dos advogados Rodrigo Braga e Mirela Politi.

A assessoria internacional dos coordenadores foi conduzida pelo escritório Clifford Chance, com os sócios Jonathan Zonis e Anja Pfleger Andrade, além dos advogados Luca UchoaFrederico Jorge e Pedro Henrique Natucci Barreiros.

Operação exigiu estrutura jurídica complexa

A venda do controle da Copasa exigiu uma estrutura jurídica sofisticada, envolvendo diferentes jurisdições, regras de mercado de capitais e contratos de governança.

Entre os principais documentos negociados estavam acordos de acionistas, mecanismos de proteção para investidores minoritários e cláusulas voltadas à estabilidade da nova estrutura societária da empresa.

A operação também precisou atender simultaneamente exigências regulatórias brasileiras e internacionais, uma característica comum em transações de grande porte com participação de investidores estrangeiros.

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Com a conclusão da privatização, a Copasa inicia uma nova fase sob controle privado, enquanto Minas Gerais mantém participação minoritária e instrumentos específicos de proteção em temas considerados estratégicos. O negócio reforça a movimentação do mercado brasileiro de infraestrutura e saneamento, setor que tem atraído grandes grupos nacionais e internacionais nos últimos anos.

SÃO PAULO WEATHER