STJ alerta para golpe do WhatsApp que usa nome do tribunal para extorquir

STJ alerta para golpe do WhatsApp que usa nome do tribunal para extorquir
Para evitar cair em armadilhas, o tribunal recomenda que partes e advogados consultem regularmente o andamento dos processos diretamente no portal oficial/Freepik
Publicado em 22/04/2026 às 8:00

Da Redação de LexLegal

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) emitiu um alerta sobre uma nova modalidade de estelionato. Criminosos estão utilizando o WhatsApp para se passar por representantes da Corte, inclusive com o uso de logotipos oficiais em perfis falsos, com o objetivo de exigir pagamentos de cidadãos. O tribunal reforça que não possui canais de atendimento judicial pelo aplicativo e nunca solicita transferências de dinheiro, senhas ou dados pessoais.

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Canais oficiais e segurança de dados

O tribunal esclarece que qualquer contato com advogados ou partes envolvidas em processos ocorre apenas por e-mail ou após solicitação formal do interessado. O principal meio de consulta é o Balcão Virtual, realizado via plataforma Zoom. O STJ enfatiza que não utiliza números de celulares ou prefixos diferentes do Distrito Federal para comunicações oficiais.

O alerta destaca que a desconfiança é a primeira barreira contra o crime. “O tribunal também não solicita pagamentos e recomenda aos cidadãos que desconfiem de qualquer pedido de dinheiro relacionado a processos em tramitação”, informou a instituição. O público deve utilizar exclusivamente os telefones fixos (61) 3319-8000 e (61) 3319-8410 para verificar a autenticidade de qualquer informação processual.

Protocolo de atendimento judicial

Diferente da prática adotada pelos golpistas, o atendimento no STJ é passivo, ou seja, depende da iniciativa do cidadão ou de seu procurador legal. Não há abordagens diretas para complementar dados ou exigir quitação de taxas judiciárias por meios informais. A Corte orienta que vítimas de tentativas de fraude procurem as autoridades policiais para registrar ocorrência.

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Para evitar cair em armadilhas, o tribunal recomenda que partes e advogados consultem regularmente o andamento dos processos diretamente no portal oficial. O uso de ferramentas como o Balcão Virtual garante que a interação ocorra em ambiente controlado e auditável, eliminando o risco de extorsão por terceiros.

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