STF marca julgamento sobre validade da Lei de Anistia para ocultação de cadáver

STF marca julgamento sobre validade da Lei de Anistia para ocultação de cadáver
Ministros decidem se crimes permanentes da ditadura militar podem ser punidos/Agência Brasil
Publicado em 05/02/2026 às 8:00

Da redação de LexLegal

O Supremo Tribunal Federal pautou para 13 de fevereiro o julgamento que define se a Lei de Anistia alcança casos de ocultação de cadáver na ditadura. A análise ocorrerá no plenário virtual da Corte.

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O tribunal vai delimitar a aplicação da norma para crimes cometidos entre 1961 e 1979. A controvérsia reside na natureza do crime de desaparecimento forçado, que não prescreve segundo órgãos internacionais.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos entende que o desaparecimento é um delito permanente enquanto o corpo não é localizado. O STF avaliará se a anistia de 1979 extingue a punibilidade nesses casos específicos.

A discussão jurídica tem origem em uma denúncia de 2015 feita pelo Ministério Público Federal. O alvo são militares acusados de homicídio e ocultação de cadáver durante a Guerrilha do Araguaia.

Instâncias inferiores rejeitaram a denúncia anteriormente com base em uma decisão do próprio Supremo de 2010. Naquela ocasião, os ministros validaram a aplicação ampla e irrestrita da Lei de Anistia.

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O julgamento atual pode abrir caminho para a responsabilização de agentes do Estado por atos ocorridos no regime militar. O foco é decidir se a lei brasileira se sobrepõe ao entendimento de direitos humanos da CIDH.

SÃO PAULO WEATHER