STF marca julgamento sobre suspensão de penduricalhos nos Três Poderes

STF marca julgamento sobre suspensão de penduricalhos nos Três Poderes
Supremo julga pedido para anular absolvição após questionamentos sobre tratamento dado à vítima durante audiência/Agência Brasil
Publicado em 06/02/2026 às 14:30

Da redação de LexLegal

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 25 de fevereiro o julgamento que pode confirmar a suspensão de benefícios irregulares pagos a servidores públicos. A análise ocorre após o ministro Flávio Dino conceder uma liminar para paralisar o pagamento de verbas sem base legal em todo o país.

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Os chamados penduricalhos são auxílios e gratificações que permitem a funcionários públicos receberem acima do teto constitucional. Atualmente, nenhum servidor pode ganhar mais que R$ 46,3 mil, valor que corresponde ao salário de um ministro do STF. Na prática, essas verbas indenizatórias são usadas para driblar esse limite.

A decisão de Dino atinge os poderes Judiciário, Executivo e Legislativo nas esferas federal, estadual e municipal. O ministro criticou o que chamou de “multiplicação anômala” de benefícios e citou exemplos como o auxílio-peru e o auxílio-panetone, pagos como bônus de fim de ano sem previsão na Constituição.

A liminar estabelece um prazo de 60 dias para que todos os órgãos públicos se adequem e cortem os pagamentos irregulares. A votação definitiva no plenário presencial servirá para os demais ministros decidirem se mantêm ou derrubam a proibição imposta pelo relator.

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O impacto da medida é nacional e busca unificar a interpretação sobre o que pode ser considerado verba de indenização. Pela lei, esses valores deveriam servir apenas para ressarcir gastos do servidor no exercício da função, mas o STF entende que muitos foram criados apenas para inflar salários.

SÃO PAULO WEATHER