STF marca julgamento de deputados acusados de propina em emendas para março de 2026

STF marca julgamento de deputados acusados de propina em emendas para março de 2026
Cármen Lúcia relata anteprojeto que mira palestras e atuação de parentes de ministros/Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo
Publicado em 23/12/2025 às 17:00

Da redação de LexLegal

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para março o julgamento da ação penal que envolve os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE). Eles são acusados de cobrar propina para a liberação de emendas parlamentares.

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O julgamento foi agendado a pedido do relator do caso, ministro Cristiano Zanin, que liberou a ação no fim de novembro após concluir a redação de seu voto. A análise está prevista para ocorrer entre os dias 10 e 11 de março, em três sessões, duas no período da manhã e uma à tarde.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a condenação dos parlamentares pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Segundo a denúncia, entre janeiro e agosto de 2020, os acusados teriam solicitado vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para autorizar a liberação de R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.

Comparsas

De acordo com as investigações, os parlamentares atuavam em conjunto com intermediários que exigiam a devolução de 25% dos valores das emendas direcionadas à área da saúde. Os pagamentos deveriam ser feitos pelos gestores municipais. O suposto esquema foi denunciado em novembro de 2020 pelo então prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio.

Esse processo é considerado o mais avançado entre várias ações que tramitam no Supremo para apurar suspeitas de irregularidades na liberação de emendas parlamentares. Os casos estão distribuídos entre diferentes relatorias e seguem ritmos distintos de tramitação.

Outro lado

Durante o andamento do processo, Josimar Maranhãozinho afirmou ao Supremo que as acusações formuladas pela PGR se “mostram frágeis e desfundamentadas”.

Os advogados de Bosco Costa pediram a rejeição da denúncia por ausência de provas. Segundo a defesa, a acusação se baseia em “diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco”.

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Já a defesa de Pastor Gil sustenta a ilegalidade das provas obtidas na investigação, sob o argumento de que o caso deveria ter sido iniciado diretamente no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão. Os advogados afirmam ainda que a denúncia está apoiada em “hipóteses e conjecturas”.

SÃO PAULO WEATHER