Spotify fecha 2025 com alta de assinantes e queda na receita de anúncios

Da redação de LexLegal
O Spotify encerrou 2025 com crescimento da base de usuários e melhora relevante na rentabilidade, apesar da queda na receita publicitária. O balanço do quarto trimestre mostra expansão do número de assinantes pagos e avanço nas margens operacionais, em meio à transição de liderança na companhia.
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A plataforma alcançou 751 milhões de usuários ativos mensais no período, aumento de 11% em relação ao mesmo trimestre de 2024. O crescimento foi impulsionado principalmente pela entrada de 38 milhões de novos usuários líquidos e ocorreu em todas as regiões, com destaque para América Latina, Europa e outros mercados internacionais.
O modelo de assinaturas segue como o principal motor financeiro do negócio. A base de assinantes premium chegou a 290 milhões, alta de 10% em um ano, com 9 milhões de novas adesões no trimestre. O desempenho superou as projeções divulgadas anteriormente pela empresa. A receita total do trimestre atingiu R$ 28,41 bilhões, crescimento de 7% na comparação anual.
A área de assinaturas foi responsável pela maior parte da expansão, com crescimento de 8% na receita do segmento premium. Já o negócio de publicidade apresentou retração de 4% na comparação anual, refletindo um ambiente de preços mais pressionado e oscilações cambiais. Segundo a companhia, sem o efeito do câmbio, a receita com anúncios teria registrado crescimento.
Mesmo com a queda da publicidade, a rentabilidade avançou. A margem bruta chegou a 33,1%, o maior nível já registrado pela empresa. O lucro operacional atingiu R$ 4,34 bilhões, alta de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior, com margem operacional de 15,5%.
O fluxo de caixa livre também cresceu e somou R$ 5,16 bilhões no trimestre, elevando o total acumulado em 12 meses para R$ 17,95 bilhões. Ao final de dezembro, a empresa mantinha R$ 58,8 bilhões em caixa e aplicações de curto prazo.
Apesar do desempenho operacional positivo, alguns indicadores mostram desafios para a companhia. A receita média por usuário premium (ARPU) caiu 3% na comparação anual, para R$ 29, influenciada pelo câmbio e pelo aumento da participação de mercados com preços médios menores.
As despesas operacionais totais recuaram 10% no período, mas, desconsiderando efeitos cambiais e encargos sociais, houve crescimento aproximado de 13%, impulsionado por investimentos em marketing e contratação de pessoal.
No campo de produtos, a empresa destacou iniciativas voltadas ao engajamento, como a edição recorde do Spotify Wrapped, que reuniu mais de 300 milhões de usuários, além da expansão de vídeos musicais, audiobooks em novos mercados e ferramentas de personalização com inteligência artificial.
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Para o início de 2026, a empresa projeta alcançar 759 milhões de usuários ativos mensais e 293 milhões de assinantes premium, com receita estimada em R$ 27,85 bilhões no primeiro trimestre. O Spotify também prevê impacto cambial negativo mais intenso do que o observado no fim de 2025.