SpaceX avalia smartphone Starlink com conexão direta a satélites

SpaceX avalia smartphone Starlink com conexão direta a satélites
Bilionário une Tesla e SpaceX em projeto bilionário para fabricar semicondutores/Canva
Publicado em 09/02/2026 às 16:00

Da redação de LexLegal

Rumores sobre um possível smartphone Starlink ganharam força após informações de que a SpaceX estaria testando dispositivos capazes de se conectar diretamente à sua rede de satélites. A empresa, fundada por Elon Musk, avalia novas linhas de produtos associadas ao sistema global de internet via satélite.

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Fontes do setor indicam que os estudos envolvem um aparelho próprio, voltado à comunicação direta com a constelação Starlink, que hoje já oferece acesso à internet em diversas regiões do mundo. A estratégia estaria alinhada ao avanço do projeto de conectividade móvel direta a dispositivos.

Apesar das especulações, Musk negou recentemente que a companhia esteja desenvolvendo um telefone convencional. Em publicação na rede social X, afirmou: “Não estamos a desenvolver um telefone”. Em outra mensagem, acrescentou que um eventual dispositivo Starlink “não está fora de questão em algum momento”, sugerindo que o formato poderia diferir dos smartphones atuais.

A SpaceX já iniciou iniciativas para ampliar o acesso móvel à rede. A empresa mantém parceria com a operadora T-Mobile para permitir que aparelhos existentes se conectem aos satélites e firmou acordo bilionário com a EchoStar para aquisição de espectro voltado à comunicação espacial.

Atualmente, a companhia opera a maior constelação de satélites em funcionamento, com mais de 9.500 unidades em órbita e milhões de usuários atendidos globalmente. Parte dessa estrutura já é destinada ao programa de conexão direta a dispositivos móveis, que busca oferecer cobertura de rede inclusive em regiões sem infraestrutura terrestre.

Cerca de 650 satélites já foram configurados para suportar esse tipo de serviço. O objetivo de longo prazo é permitir comunicação móvel contínua em áreas remotas, ampliando o alcance das redes tradicionais.

No campo operacional, a empresa também anunciou ajustes técnicos na posição orbital de parte da constelação. Aproximadamente 4.400 satélites devem ser reposicionados para órbitas mais baixas ao longo de 2026, medida que visa reduzir riscos de colisões e melhorar a segurança espacial.

Segundo Michael Nicholls, vice-presidente de engenharia da empresa, operar em altitudes menores diminui o risco de incidentes relacionados a “manobras e lançamentos não coordenados por outros operadores de satélites”. A declaração foi feita após um episódio em que um satélite gerou pequena quantidade de detritos e perdeu comunicação com outra nave.

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Especialistas apontam que, mesmo sem confirmação oficial de um smartphone próprio, a evolução da conectividade direta via satélite pode alterar o mercado de telecomunicações, ao permitir que dispositivos móveis comuniquem-se independentemente das redes celulares convencionais.

SÃO PAULO WEATHER