SP registra duas mortes por intoxicação de metanol em bebidas adulteradas

SP registra duas mortes por intoxicação de metanol em bebidas adulteradas
Autoridades em São Paulo reforçam alerta sobre risco de bebidas adulteradas com metanol/Biodiesel Brasil
Publicado em 28/09/2025 às 9:00

Da redação de LexLegal

O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo confirmou neste sábado (27) duas mortes por intoxicação de metanol desde junho: uma ocorreu em São Bernardo do Campo e a outra na capital paulista. Além dos óbitos, foram registrados seis casos confirmados de intoxicação e outros dez estão sob investigação, todos com suspeita de ligação ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.

Em nota, o CVS reforçou a necessidade de atenção redobrada por parte de bares, distribuidoras e consumidores. A orientação é adquirir apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de procedência duvidosa que podem colocar vidas em risco.

O metanol é uma substância líquida, incolor e inflamável, usada como solvente e na fabricação de combustíveis, plásticos, tintas e medicamentos. Seu consumo humano é proibido, pois pode causar intoxicação grave e até morte mesmo em pequenas doses.

Alerta nacional

Na sexta-feira (26), a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, emitiu um alerta após a escalada de casos em São Paulo. O órgão destacou que, em apenas 25 dias, foram nove notificações enviadas ao sistema federal pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) de Campinas, referência em toxicologia no estado.

Segundo a Senad, a situação destoa dos registros anteriores, que envolviam ingestão deliberada de combustíveis, principalmente entre pessoas em situação de rua. Agora, a contaminação ocorreu em ambientes sociais, como bares, com bebidas como gin, whisky e vodka. “São registros inéditos no referido centro toxicológico”, destacou a secretaria.

O órgão ainda advertiu para o risco de surtos epidêmicos em razão do cenário de adulteração. “Episódios dessa natureza frequentemente resultam em múltiplos casos graves e elevada taxa de letalidade, afetando grupos vulneráveis e exigindo resposta rápida das autoridades sanitárias”, acrescentou a nota.

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