SP emite alerta após mortes por bebidas adulteradas com metanol

Da redação de LexLegal
O avanço de casos graves de intoxicação por metanol em São Paulo levou as autoridades de saúde a emitirem um alerta a médicos e profissionais da rede hospitalar. Somente nas últimas semanas, dez ocorrências foram confirmadas, com três mortes relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. O episódio reacende a preocupação com o comércio clandestino e expõe falhas de fiscalização que já mobilizam órgãos estaduais e federais.
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Na terça-feira (30), o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e o Centro de Vigilância Sanitária (CVS)divulgaram comunicado chamando atenção para a alta toxicidade do metanol. Segundo o texto, o consumo dessa substância pode provocar sequelas permanentes, como a perda da visão, e até levar ao óbito.
Sintomas e riscos imediatos
O alerta reforça que os sintomas surgem entre seis e 24 horas após a ingestão de bebidas contaminadas. Entre os sinais descritos estão “sonolência, tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, confusão mental, taquicardia, visão turva, fotofobia, convulsões e acidose metabólica”.
Nos casos mais severos, a nota aponta que “pode haver cegueira irreversível, choque, pancreatite, insuficiência renal e comprometimento neurológico”. Por isso, o órgão recomenda que qualquer pessoa com histórico de ingestão de álcool suspeito seja encaminhada imediatamente a serviços de saúde.
Procedimentos obrigatórios de notificação
O CVS orientou que “todo caso suspeito deve ser imediatamente registrado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e comunicado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), por e-mail, para viabilizar as investigações epidemiológicas e evitar novos casos de intoxicação.”
Para auxiliar médicos e enfermeiros no atendimento, os Centros de Assistência Toxicológica (Ciatox) foram disponibilizados. As unidades funcionam como referência para diagnóstico, manejo clínico e suporte laboratorial. Os contatos já estão acessíveis no portal da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES).
O aumento dos casos se soma a episódios registrados em outros estados nos últimos anos, sempre relacionados ao consumo de bebidas sem procedência ou adulteradas. A venda ilegal coloca em risco a saúde pública, configura crime contra o consumidor e ainda pode envolver práticas de falsificação e contrabando. A recomendação das autoridades é que os consumidores adquiram bebidas apenas em estabelecimentos formais, observando rótulos, lacres e selos de fiscalização.
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A expectativa é de que a notificação rápida dos profissionais de saúde e a investigação epidemiológica ajudem a rastrear a origem das bebidas contaminadas, interrompendo a circulação de lotes adulterados. Enquanto isso, especialistas alertam que a automedicação ou tentativas de tratamento caseiro podem agravar os efeitos do metanol, tornando fundamental a procura imediata por atendimento médico.