Setor de serviços sobe 0,1% em maio e volta ao pico histórico, impulsionado por renda e mercado de trabalho

Setor de serviços sobe 0,1% em maio e volta ao pico histórico, impulsionado por renda e mercado de trabalho
As atividades de serviços são responsáveis pela maior parte dos empregos formais no país e têm mostrado resiliência mesmo em um cenário de desaceleração em outros setores da economia/Freepik
Publicado em 13/07/2025 às 13:00

Da redação de LexLegal

O setor de serviços brasileiro cresceu 0,1% em maio na comparação com abril, marcando o quarto mês consecutivo de avanço e alcançando novamente o ponto mais alto da série histórica iniciada em 2011, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgada nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com o resultado, o setor iguala o patamar de outubro de 2024 e permanece 17,5% acima do nível registrado antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020. Desde junho de 2021, o segmento já opera consistentemente acima do nível pré-crise sanitária. Na comparação anual, o avanço foi de 3,6% sobre maio de 2024, e no acumulado de 12 meses, a expansão é de 3%.

As atividades de serviços são responsáveis pela maior parte dos empregos formais no país e têm mostrado resiliência mesmo em um cenário de desaceleração em outros setores da economia. Para o analista da pesquisa, Rodrigo Lobo, o desempenho está diretamente ligado ao fortalecimento do consumo, impulsionado pela melhora do mercado de trabalho. “Quanto maior a massa salarial e menor o nível de desemprego, essas variáveis colaboram para o aumento de consumo, sejam bens ou serviços”, explicou.

Atividades com melhor desempenho

Entre os grupos pesquisados, três apresentaram crescimento na passagem de abril para maio:

  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: +0,9%

  • Serviços de informação e comunicação: +0,4%

  • Outros serviços: +1,5%

Os maiores destaques foram as atividades voltadas à engenharia, agenciamento de espaços publicitários e intermediação de negócios por meio de plataformas digitais. Já os serviços voltados às famílias, como salões de beleza, bares e restaurantes, recuaram 0,6%, assim como o segmento de transportes, armazenagem e correio, que caiu 0,3%.

Com os quatro meses de alta consecutivos, o setor acumula avanço de 1,6% em 2025, sendo o melhor desempenho mensal registrado em fevereiro, com +0,9%.

Turismo em leve queda, mas com alta anual expressiva

A pesquisa também traz os resultados do índice de atividades turísticas (Iatur), que recuou 0,7% entre abril e maio, após avanço de 3,2% no mês anterior. No entanto, na comparação com maio de 2024, o turismo cresceu 9,5%, refletindo o bom desempenho de transporte aéreo, hotéis, serviços de bufê e reservas de hospedagem. No acumulado em 12 meses, o setor apresenta alta de 6%.

Atualmente, as atividades turísticas estão 12,4% acima do patamar pré-pandemia, embora ainda 1,1% abaixo do pico histórico, registrado em dezembro de 2024.

O índice de turismo considera uma amostra de 22 atividades relacionadas ao setor, dentro de um universo de 166 pesquisadas.

Desempenho geral da economia

Os dados do setor de serviços contrastam com os resultados mais fracos observados na indústria e no comércio no mesmo período. A produção industrial caiu 0,5% em maio ante abril, enquanto o comércio varejista recuou 0,2%. Ainda assim, ambos os setores mantêm saldo positivo no acumulado de 12 meses: +2,8% para a indústria e +3% para o varejo.

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O IBGE destaca que a Pesquisa Mensal de Serviços complementa o panorama econômico junto com os dados da indústria e do comércio, compondo os principais indicadores conjunturais da atividade econômica brasileira.

SÃO PAULO WEATHER