Serviços crescem pelo sexto mês seguido e batem recorde histórico, aponta IBGE

Serviços crescem pelo sexto mês seguido e batem recorde histórico, aponta IBGE
Setor de serviços, o maior empregador do Brasil, cresce pelo sexto mês seguido e atinge nível recorde em julho, segundo o IBGE/Fernando Frazão/Agência Brasil
Publicado em 12/09/2025 às 12:30

Da redação de LexLegal

O setor de serviços, que engloba atividades como transporte, turismo, restaurantes, salões de beleza e tecnologia da informação, avançou 0,3% de junho para julho, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (12). Esse é o sexto mês consecutivo de crescimento e marca o maior patamar já registrado pela série histórica, iniciada em 2011.

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De fevereiro a julho, o setor acumulou expansão de 2,4%, na maior sequência de resultados positivos desde o ciclo de oito meses de alta observado entre fevereiro e setembro de 2022. Na comparação com julho de 2024, o avanço foi de 2,8%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 2,9%.

Desempenho por atividades

Três das cinco grandes áreas analisadas registraram alta em julho:

  • Informação e comunicação: +1%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: +0,4%
  • Serviços prestados às famílias: +0,3%

Já os transportes recuaram 0,6%, e o grupo “outros serviços” caiu 0,2%.

Segundo Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa, o destaque está em duas áreas específicas dentro do segmento de informação e comunicação: telecomunicações, que subiu 0,7%, e tecnologia da informação, que avançou 1,2%.

A expansão foi puxada por 12 das 27 unidades da federação. Os maiores impactos positivos vieram de São Paulo (1,7%), Paraná (1,7%), Mato Grosso do Sul (5,7%), Santa Catarina (0,9%) e Rondônia (10,9%).

Peso na economia

O setor de serviços é o principal empregador do país e tem grande peso no Produto Interno Bruto (PIB). A Pesquisa Mensal de Serviços é parte de um conjunto de três levantamentos do IBGE que monitoram a conjuntura econômica mês a mês.

Nos dias anteriores, o instituto havia informado que a produção industrial caiu 0,2% em julho e que o comércio varejista recuou 0,3% no mesmo período. No acumulado de 12 meses, porém, a indústria apresentou crescimento de 1,9%, enquanto o comércio avançou 2,5%.

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O desempenho positivo dos serviços ajuda a compensar o resultado negativo dos outros setores e confirma a resiliência do segmento diante da desaceleração de parte da economia.

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