Seca persiste e atinge 22% da bacia amazônica

Seca persiste e atinge 22% da bacia amazônica
Mesmo com o recuo das chuvas, 42 cidades da Amazônia ainda enfrentam os efeitos das cheias enquanto parte da bacia sofre com a seca/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Publicado em 20/07/2025 às 13:00

Da redação de LexLegal

Apesar das inundações que vêm atingindo os rios da Região Norte nos últimos meses, mais de 22% da área brasileira da bacia amazônica ainda enfrenta condições de seca. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Monitor de Secas, programa coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

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O contraste aparente entre alagamentos e estiagem ocorre porque a elevação do nível dos rios é provocada, em grande parte, pelas chuvas nas cabeceiras da bacia amazônica, localizadas no Peru e na Colômbia. Dessa forma, mesmo sem chuvas locais, as regiões mais baixas sofrem com os transbordamentos dos rios, enquanto enfrentam a escassez de precipitações.

Embora as nove calhas de rios do Amazonas já estejam em processo de vazante, cerca de meio milhão de pessoas seguem afetadas pelas cheias, e 42 municípios permanecem em situação de emergência.

Situação por região

Em junho, houve recuo da estiagem em parte do Amazonas, norte de Rondônia e sul do Tocantins. No entanto, o relatório da ANA registra o surgimento de seca fraca no leste do Pará, consequência da redução das chuvas naquela região.

Desde fevereiro, o Monitor de Secas aponta um enfraquecimento gradual da seca no Norte, reflexo de uma maior regularidade nas chuvas. Já a seca grave permanece concentrada na Região Nordeste, sobretudo no norte da Bahia e no centro de Pernambuco.

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Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, as chuvas acima da média melhoraram os indicadores hidrológicos. No Sul do país, a seca grave deixou de ser registrada, com destaque para o recuo de até duas categorias nos mapas do Monitor de Secas, o que beneficia especialmente o sul do Paraná, o oeste de Santa Catarina e quase todo o Rio Grande do Sul, que agora estão sem registro de seca relativa.

O relatório mensal da ANA serve como ferramenta de apoio à gestão de recursos hídricos e políticas públicas de combate aos efeitos da estiagem, sobretudo em regiões vulneráveis.

SÃO PAULO WEATHER