Scania Banco capta R$ 1,34 bilhão em notas financeiras com apoio de Pinheiro Neto e Monteiro Rusu

Da redação de LexLegal
O Scania Banco, braço financeiro da montadora sueca no Brasil, concluiu a terceira emissão de notas financeiras, um tipo de título de crédito utilizado para captação de recursos no mercado de capitais. A operação, no valor total de R$ 1,34 bilhão, foi realizada conforme os critérios da Resolução CVM nº 8, norma que regula esse tipo de oferta destinada exclusivamente a investidores qualificados.
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A assessoria jurídica da operação foi dividida entre dois escritórios. O Pinheiro Neto Advogados representou o emissor — ou seja, o próprio Scania Banco, que colocou os títulos no mercado. Já o escritório Monteiro, Rusu, Cameirão e Bercht Advogados atuou na defesa dos coordenadores da oferta, ou underwriters, que são os bancos responsáveis por estruturar, distribuir e garantir a operação junto aos investidores.
Do lado do Pinheiro Neto, a equipe foi liderada pelo sócio Luiz Felipe Fleury Vaz Guimarães, com apoio do counsel Marcos Saldanha Proença e dos associados Elena Carvalho Carrasco e Henrique Sampaio Hennies Pratas da Costa.
Já o Monteiro Rusu assessorou o Banco Santander (Brasil), um dos principais coordenadores da emissão. A equipe responsável foi formada pelos sócios Roberto Rusu e Marina Fenerich, com apoio dos associados Bernardo Boulhosa e Pedro Vieira Ramos.
As notas financeiras (ou “financial notes”) são instrumentos de dívida emitidos por instituições financeiras ou empresas que desejam levantar capital. Quem compra uma nota está, na prática, emprestando dinheiro para a empresa emissora, que assume a obrigação de pagar esse valor no futuro, com os juros acordados.
Diferentemente das debêntures, que são emitidas por companhias abertas em geral, as notas financeiras são voltadas a um público mais restrito — os investidores qualificados, ou seja, aqueles com mais experiência no mercado ou que possuem patrimônio elevado, conforme definido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
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A operação reforça a tendência de empresas do setor automotivo e financeiro recorrerem ao mercado de capitais para diversificar suas fontes de financiamento. Em um cenário de juros ainda elevados e seletividade bancária, esse tipo de captação direta com investidores qualificados ganha relevância.