Santos Neto e VBSO atuam em emissão de R$ 625 milhões em CRA da Cooxupé

Da redação de LexLegal
A maior cooperativa de cafeicultores do mundo, a Cooxupé – Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé, concluiu mais uma operação relevante no mercado de capitais brasileiro. A entidade foi assessorada pelo Santos Neto Advogados na 101ª emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) estruturada pela Vert Companhia Securitizadora S.A. (VERT), no valor total de R$ 625 milhões. A coordenação da distribuição pública ficou a cargo do Banco Safra S.A.
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Os CRA são instrumentos de investimento amplamente utilizados no agronegócio. Eles funcionam como títulos de crédito lastreados em recebíveis — no caso, direitos creditórios originados da atividade agrícola da Cooxupé. Em termos simples, trata-se de transformar dívidas a receber da cooperativa em papéis que podem ser comprados por investidores, permitindo à empresa captar recursos de forma mais ágil e com condições vantajosas. A operação seguiu o rito de registro automático previsto na Resolução CVM 160, norma que simplifica e acelera o processo de registro de ofertas públicas no mercado de capitais.
Essa movimentação reforça a importância do agronegócio no mercado financeiro, aproximando produtores rurais e grandes investidores institucionais. O modelo também ajuda a reduzir o custo de financiamento para o setor, ao mesmo tempo em que amplia o acesso a capital privado em um cenário de crescente demanda global por café.
Escritórios envolvidos
A Cooxupé contou com a assessoria do Santos Neto Advogados, representado por Henrique Takeda Kamoi (sócio), Matheus Zilioti (sócio), Vitor Batista (associado), além dos trainees Giovanna Bidoia e Arthur Prudente. Já o Banco Safra foi assistido pelo VBSO Advogados, com participação de Marcelo Winter (sócio), Giulia Barthem (associada), Felipe Facure (associado) e Isabella Glatting.
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O agronegócio brasileiro é um dos setores que mais utilizam os CRA para captação de recursos. Esses títulos têm atraído cada vez mais investidores, em especial por oferecerem isenção de imposto de renda para pessoas físicas, o que aumenta a rentabilidade líquida. A operação de R$ 625 milhões reforça o protagonismo da Cooxupé e do setor cafeeiro na expansão do mercado de capitais ligado ao campo.