Sai edital do ENAM 2025, obrigatório para quem quer ser juiz

Sai edital do ENAM 2025, obrigatório para quem quer ser juiz
Avaliação será aplicada em 26 de outubro nas capitais brasileiras e é pré-requisito para candidatos à magistratura em todo o país/CNJ
Publicado em 03/07/2025 às 17:00

Da redação de LexLegal

O ingresso na carreira da magistratura brasileira segue um novo padrão de exigência desde a criação do Exame Nacional da Magistratura (ENAM), estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nesta quinta-feira (3), foi publicado o edital da 4ª edição do ENAM, com organização da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). As inscrições abrem no dia 10 de julho, às 16h, e poderão ser realizadas até o dia 14 de agosto.

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A iniciativa integra os esforços do Judiciário para unificar critérios de ingresso na magistratura e garantir uma base de conhecimento mínima e padronizada entre os futuros juízes e juízas de tribunais regionais federais, estaduais, trabalhistas, militares e do Distrito Federal.

prova está marcada para o dia 26 de outubro de 2025, com aplicação em todas as capitais do país. O exame terá duração de cinco horas, sendo realizado das 13h às 18h (horário de Brasília). A taxa de inscrição é de R$ 120, com possibilidade de isenção para candidatos que atendam aos critérios previstos no edital. O pagamento pode ser feito até 15 de agosto.

Segundo o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, o ENAM representa uma evolução na forma de selecionar candidatos para o exercício da magistratura. “A intenção é uniformizar o nível de conhecimento dos magistrados, mas sem retirar a competência dos tribunais de realizarem seus próprios certames”, afirmou Barroso.

Instituído em novembro de 2023, o ENAM passou a ser etapa obrigatória prévia para quem deseja concorrer a vagas na magistratura, funcionando como um filtro nacional de qualificação. Embora não substitua os concursos públicos realizados pelos tribunais, é pré-requisito para inscrição nesses certames.

estrutura da prova objetiva inclui 80 questões de múltipla escolha, com apenas uma fase eliminatória. O conteúdo abrange as principais disciplinas jurídicas exigidas em concursos públicos: Direito Constitucional, Civil, Penal, Administrativo, Empresarial, Processual (civil e penal), Direitos Humanos e Formação Humanística.

Para ser considerado habilitado, o candidato precisa acertar pelo menos 70% das questões. No entanto, há critérios diferenciados para determinados grupos. Candidatos autodeclarados negros, indígenas ou com deficiência têm como exigência mínima 50% de acertos. Uma vez aprovado, o candidato recebe um certificado de habilitação, com validade de dois anos, prorrogável uma única vez por igual período. Esse documento será indispensável para participação em concursos futuros para juízes.

Desde a sua primeira edição, o ENAM vem sendo consolidado como uma ferramenta de qualificação prévia, com o objetivo de evitar disparidades no perfil de ingresso na magistratura e de oferecer uma formação inicial mais uniforme, alinhada a princípios constitucionais e humanísticos.

Além da padronização técnica, a proposta também busca valorizar temas transversais, como os direitos humanos e a formação humanística, sinalizando um movimento de aproximação entre o Judiciário e as questões sociais mais amplas que afetam a realidade brasileira.

O modelo de aplicação do exame em todas as capitais visa garantir acessibilidade aos candidatos de todas as regiões. A logística será coordenada pela FGV, tradicional responsável por concursos de grande porte e reconhecida por sua experiência em avaliações nacionais.

A expectativa da ENFAM é que o número de inscritos na 4ª edição mantenha a tendência de crescimento, observada nas edições anteriores, sobretudo diante da consolidação do exame como etapa obrigatória. A ampla abrangência do ENAM exige preparo contínuo dos candidatos e sinaliza a elevação do padrão de exigência para ingresso na magistratura, reforçando a profissionalização do Judiciário.

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A criação do exame está em consonância com outros movimentos de reforma e modernização da justiça brasileira promovidos pelo CNJ, com foco na valorização da carreira, na padronização de critérios e no fortalecimento da confiança pública no Poder Judiciário.

SÃO PAULO WEATHER