Rússia intensifica ataques e conquista nova cidade ucraniana

Da redação de LexLegal
A ofensiva russa contra a Ucrânia ganhou novo fôlego nas últimas 24 horas, com mais de 400 ataques registrados na região de Zaporizhzhia e o bombardeio de uma estrutura ferroviária em Kharkiv, que resultou na morte de pelo menos três pessoas. Segundo a administração militar local, as vítimas estavam na cidade de Stepnohirsk, atingida por mísseis russos na segunda-feira (4).
Outro ataque, desta vez com drones, matou três ucranianos no distrito de Chuhuiv, também na região de Kharkiv. A estatal ferroviária Ukrzaliznytsia confirmou que um dos alvos foi a estação de Lozova, onde um mecânico morreu e outros quatro trabalhadores ficaram feridos. O presidente Volodymyr Zelensky informou que outras dez pessoas ficaram feridas na região, entre elas duas crianças, após o bombardeio de áreas residenciais.
A Força Aérea ucraniana anunciou ter derrubado 29 drones Geran-2, modelo baseado no Shahed iraniano, durante a madrugada desta terça-feira (5), em operações de defesa nas regiões Norte e Leste do país.
Paralelamente aos bombardeios, o Ministério da Defesa da Rússia declarou ter conquistado a vila de Sichneve (chamada Yanvarskoye em russo), localizada na região de Dnipropetrovsk, próxima à fronteira com Donetsk. Trata-se de mais um avanço territorial do grupo militar russo denominado “Leste”, conforme nota oficial publicada nesta terça-feira.
Os dados divulgados pela agência France Presse revelam que os militares russos lançaram 6.297 drones de longo alcance contra a Ucrânia apenas no mês de julho — o maior número registrado desde o início da invasão, em fevereiro de 2022.
Diante da escalada do conflito, o presidente ucraniano reiterou os pedidos por reforço nas sanções internacionais contra Moscou, com foco na indústria petrolífera. “O mundo agora vê que as sanções contra a Rússia, e as sanções secundárias contra todos aqueles que a ajudam a lucrar com o petróleo, podem funcionar se forem fortes o suficiente”, declarou Zelensky. “Aguardamos medidas significativas e decisivas”, completou.
As declarações ocorreram em meio ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que poderá elevar substancialmente as tarifas sobre a Índia, uma das principais compradoras de petróleo russo. Segundo ele, as taxas de importação de até 25% poderão ser revistas caso o país asiático continue a adquirir combustível em “grandes quantidades” da Rússia.
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As movimentações diplomáticas ocorrem enquanto o conflito segue com elevada intensidade no front. A Ucrânia, que enfrenta sucessivos ataques com mísseis e drones, busca apoio internacional para conter o avanço russo e limitar os ganhos econômicos de Moscou com as exportações de petróleo — consideradas cruciais para o financiamento da guerra.