Rio intensifica fiscalização contra risco de metanol em bebidas alcoólicas

Rio intensifica fiscalização contra risco de metanol em bebidas alcoólicas
A ação está sendo conduzida pelo Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio), em parceria com o Procon-RJ, e inclui a checagem de notas fiscais, investigação da procedência das bebidas, sobretudo as destiladas/Agência Brasil
Publicado em 03/10/2025 às 11:30

Da redação de LexLegal

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro deu início a uma operação especial de fiscalização em bares, restaurantes, supermercados, quiosques, casas de show e outros pontos de venda de bebidas alcoólicas. A medida busca prevenir casos de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica que já causou mortes e internações em outros estados brasileiros. Até o momento, não há registros da contaminação na capital fluminense.

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A ação está sendo conduzida pelo Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio), em parceria com o Procon-RJ, e inclui a checagem de notas fiscais, investigação da procedência das bebidas, sobretudo as destiladas, e coleta de amostras para análise em conjunto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além disso, a rede pública e privada de saúde recebeu um alerta para que casos suspeitos sejam imediatamente comunicados às autoridades.

Primeiros resultados

No primeiro dia de fiscalização, 20 equipes visitaram estabelecimentos em regiões movimentadas como Barra da Tijuca, Leblon, Gávea, Botafogo, Copacabana, Ipanema e Tijuca. Das 61 inspeções realizadas, três locais foram interditados por falta de higiene. Também houve apreensão e inutilização de bebidas com rotulagem inadequada.

“Essa situação com o metanol é gravíssima. Por isso, estamos iniciando uma fiscalização muito rigorosa nos pontos de venda de bebidas da cidade. Também já orientamos as unidades de saúde, públicas e privadas, para que estejam preparadas para notificar e tratar rapidamente qualquer caso suspeito. A mensagem é clara: não haverá tolerância em casos de adulteração das bebidas e presença de metanol”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

O que é o metanol e por que é tão perigoso

metanol é um álcool usado em processos industriais, mas extremamente tóxico quando ingerido. Diferentemente do etanol, presente nas bebidas alcoólicas comuns, o metanol é metabolizado no organismo em substâncias como formaldeído e ácido fórmico, que podem causar cegueira, falência de órgãos e morte.

Mesmo em pequenas doses, pode provocar sintomas graves, como visão turva, náuseas, dores abdominais, convulsões e desmaios. Em casos mais severos, a evolução rápida para óbito não é descartada.

Atendimento imediato pode salvar vidas

Especialistas reforçam que a intoxicação por metanol é uma emergência médica e que o tempo de resposta é determinante. O tratamento exige ambiente hospitalar e pode incluir a administração de antídotos e hemodiálise, técnica usada para eliminar a substância do organismo.

A orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde ao surgirem sinais de intoxicação. Também é fundamental que pessoas que consumiram a mesma bebida sejam alertadas a buscar atendimento, mesmo sem sintomas aparentes, para evitar complicações fatais.

Continuidade das ações

As inspeções seguem nesta sexta-feira (3), com foco em novos estabelecimentos e na verificação de bebidas destiladas como uísque, gim e vodca, consideradas mais vulneráveis à adulteração.

A Vigilância Sanitária reforça que a população deve desconfiar de preços muito abaixo do mercado e da ausência de informações obrigatórias nos rótulos, como registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Canais de emergência

Em caso de suspeita, os órgãos de saúde orientam a buscar atendimento imediato e entrar em contato com serviços de referência:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001
  • CIATox: disponível em diversas cidades (lista no portal do Ministério da Saúde: acesse aqui)
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733

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As autoridades destacam que a rapidez no atendimento pode ser decisiva para evitar sequelas graves ou morte.

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