Resgates disparam e bombeiros salvam 547 pessoas no RJ

Da redação de LexLegal
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro registrou um salto expressivo no número de salvamentos durante a virada do ano. Entre a quarta-feira (31) e as 6h desta quinta-feira (1º), 547 pessoas foram resgatadas nas praias de Copacabana e do Leme, na zona sul da capital fluminense, segundo dados divulgados pela corporação.
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O volume de ocorrências superou com folga o registrado na passagem anterior de ano, quando houve 29 salvamentos. Em todo o estado, a Operação Réveillon contabilizou 840 atendimentos. De acordo com os bombeiros, o cenário foi influenciado pela ressaca, com ondas de até 2,5 metros, somada ao calor intenso e ao desrespeito de parte dos banhistas às orientações de segurança.
Para o porta-voz da corporação, tenente-coronel Fábio Contreiras, o aumento tem relação direta com a conduta de quem entrou no mar mesmo diante dos alertas. “As pessoas ignoraram. Tomadas pelo calor em dia muito quente, realmente não seguiram as orientações dos guarda-vidas, não respeitaram as cores das bandeiras e muitas vezes entram no mar mesmo depois dos guarda-vidas apitarem e acabam se afogando”, disse à Agência Brasil.
Segundo Contreiras, os resgates ocorreram de diferentes formas, incluindo o uso de helicópteros, motos aquáticas e atuação direta dos guarda-vidas na água. “Não há como a gente não relacionar isso ao descumprimento e ao desrespeito às normas de segurança do mar por parte dos banhistas. É um número muito alto na conjunção do calor muito forte, a presença da ressaca e a inobservância das pessoas que estavam na praia”, afirmou.
Nos dias que antecederam o réveillon, os bombeiros reforçaram alertas para que a população evitasse tradições como pular sete ondas. A força do mar fez com que a água avançasse até áreas próximas aos palcos montados para os shows. “Crianças, idosos, principalmente, podem ser surpreendidas por estas ondas que podem derrubar as pessoas mesmo na beira da praia e serem arrastadas para o fundo. É um tipo de afogamento que pode acontecer também”, observou o porta-voz.
O mar agitado também está relacionado ao desaparecimento de um adolescente de 14 anos, de Campinas (SP), levado pela correnteza na manhã de quarta-feira (31). As buscas continuam com mergulhadores, motos aquáticas, embarcação equipada com sonar, helicópteros e drones. “O trabalho continua manhā, tarde, noite e madrugada. A gente não parar até que possa encontrar a vítima, ainda que sem vida. A gente não pode dizer que vai encontrar com vida, mas é importante encontrar para acabar com a angústia da família”, disse Contreiras.
As condições do mar seguem desfavoráveis, com ondulação forte e correntes de retorno ativas. O tenente-coronel reforçou que, até domingo, banhistas devem observar a sinalização nas praias. “A orientação é que até domingo as pessoas que forem para as praias obedeçam e sigam as cores das bandeiras que estão na areia. Com bandeira vermelha não são locais para mergulhar”, afirmou.
O balanço também apontou preocupação com crianças perdidas. Em 2025, mais de 3.300 casos foram registrados no estado, sendo 35 apenas entre a noite de quarta e a manhã de quinta. Contreiras recomendou pulseiras de identificação e atenção constante dos responsáveis. “Para não perder a criança a recomendação é que o adulto não se distraia com nada, conversa paralela, celular, com excesso de bebida alcoólica. No mar deve estar no máximo a um metro para não perder ela de vista”, orientou.
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Desde 19 de dezembro, os bombeiros atuam com a Operação Verão, que ampliou o número de guarda-vidas e de postos móveis no litoral fluminense. Também há reforço nos alertas contra banhos noturnos, feitos inclusive por drones com mensagens sonoras. “Geralmente são mais letais e perigosos pela baixa visibilidade”, informou o porta-voz.