Rendimento médio da agropecuária cresce 5,5% no início de 2025, aponta anuário da Contag

Rendimento médio da agropecuária cresce 5,5% no início de 2025, aponta anuário da Contag
Publicado em 27/07/2025 às 6:00

Da redação de LexLegal

Anuário Estatístico da Agricultura Familiar apontou que o rendimento médio mensal dos trabalhadores da agropecuária registrou aumento de 5,5% no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em termos absolutos, o salário médio passou de R$ 2.022 para R$ 2.133 no período analisado.

O levantamento, elaborado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), abrange trabalhadores empregados em atividades de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura em todas as regiões do país.

O estudo mostra que a variação salarial foi desigual entre as regiões brasileiras. O Norte liderou o crescimento, com aumento de 21% no rendimento médio, seguido pelo Sul (9,7%), Nordeste (7,5%) e Sudeste (1,7%). Já o Centro-Oeste foi a única região a registrar queda na renda, com retração de 7,9%. Apesar disso, a região ainda apresenta a maior média salarial do país, com R$ 3.492, valor superior aos pagos no Sudeste (R$ 3.147), Sul (R$ 3.147), Norte (R$ 1.997) e Nordeste (R$ 1.081).

Para a presidente da Contag, Vânia Marques Pinto, o anuário cumpre um papel estratégico no acompanhamento dos indicadores trabalhistas e na formulação de políticas públicas.

“A Contag vem pautando os entes federativos para rever e qualificar políticas públicas para os povos do campo, da floresta e das águas”, afirmou em nota à imprensa.

Trabalho feminino no campo

O anuário também destacou um avanço expressivo na redução do desemprego feminino no meio rural. Em 2024, a taxa caiu para 7,6%, o menor índice desde 2015, marcando o terceiro ano consecutivo de queda.

Segundo Contag e Dieese, além do aquecimento econômico, que abre novas oportunidades de trabalho, um dos principais fatores estruturais para essa melhoria foi a elevação do nível educacional das mulheres rurais.

“Segundo a pesquisa, o nível de instrução das mulheres acima de 15 anos que moram em zonas rurais avançou significativamente entre os anos de 2012 e 2024. O percentual das que possuem Ensino Superior triplicou, saindo de 2% para 6%. A fatia daquelas que concluíram o Ensino Médio também subiu significativamente, passando de 14% para 25% no período. Ao mesmo tempo, a população feminina rural sem instrução e com menos de um ano de estudo recuou de 14% para 10%, enquanto a parcela com Ensino Fundamental incompleto caiu de 50% para 38%”, aponta a nota da Contag.

Além da qualificação, a maior inserção feminina no mercado de trabalho rural está associada a políticas de inclusão e programas de apoio à agricultura familiar, que têm fortalecido a presença das mulheres em atividades produtivas.

SÃO PAULO WEATHER