Quaest: 49% veem como injusta sanção dos EUA a Alexandre de Moraes

Quaest: 49% veem como injusta sanção dos EUA a Alexandre de Moraes
Ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanção dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, divide a opinião dos brasileiros, segundo pesquisa Quaest/Valter Campanato/Agência Brasil
Publicado em 25/08/2025 às 13:00

Da redação de LexLegal

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (25) pelo Instituto Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, aponta que quase metade da população brasileira (49%) considera injusta a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Outros 39% avaliam a punição como justa, enquanto 12% não souberam ou não responderam. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

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A Lei Magnitsky é um dispositivo norte-americano que permite impor sanções econômicas a cidadãos estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos ou de corrupção em larga escala. Criada em 2012, em homenagem ao advogado russo Sergei Magnitsky — morto em prisão após denunciar esquema de corrupção na Rússia —, a lei foi posteriormente ampliada para aplicação global e é apelidada de “pena de morte financeira”.

Repercussão política da sanção

A decisão dos EUA de aplicar a medida contra Moraes foi anunciada em 30 de julho e gerou forte repercussão política no Brasil. De acordo com a pesquisa, a rejeição à punição é mais expressiva entre pessoas que se declaram de esquerda, mas não lulistas (80%), eleitores de Lula no 2º turno de 2022 (72%), moradores do Nordeste (56%) e católicos (53%).

Já o apoio às sanções aparece com mais força entre eleitores de Jair Bolsonaro no 2º turno (75%), bolsonaristas (74%) e evangélicos (49%). Entre os homens, a divisão é equilibrada: 48% consideram a punição injusta e 44% a classificam como justa, dentro da margem de erro.

Debate sobre impeachment

A Quaest também perguntou sobre a possibilidade de impeachment de Alexandre de Moraes. O resultado mostra um país dividido: 46% são favoráveis e 43% contrários, com 11% sem opinião definida.

Apoiam mais o afastamento os bolsonaristas (83%), eleitores de Bolsonaro em 2022 (82%), moradores do Sul (59%) e pessoas com renda acima de cinco salários mínimos (54%). Já a rejeição ao impeachment é maior entre os que se identificam como de esquerda, mas não lulistas (83%), eleitores de Lula em 2022 (68%) e moradores do Nordeste (53%).

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O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 13 e 17 de agosto. O resultado evidencia a polarização da opinião pública em torno de Alexandre de Moraes, que tem desempenhado papel central em decisões envolvendo a defesa da democracia, investigações sobre atos antidemocráticos e regulação do ambiente digital.

SÃO PAULO WEATHER