Protestos pelo fim do feminicídio mobilizam cidades brasileiras neste domingo

Protestos pelo fim do feminicídio mobilizam cidades brasileiras neste domingo
Ato em capitais brasileiras neste domingo reúne mulheres contra o feminicídio e a violência de gênero/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Publicado em 07/12/2025 às 8:56

Da redação de LexLegal

Mulheres em diversas capitais e cidades do país organizam atos neste domingo para denunciar o avanço da violência de gênero e exigir respostas do Estado diante do aumento de feminicídios. As mobilizações, articuladas por coletivos, movimentos sociais e organizações feministas, buscam romper o silêncio que envolve essas mortes e afirmar que a sociedade não aceitará mais impunidade. O lema escolhido para os atos sintetiza o sentimento das ruas: “Basta de feminicídio. Queremos as mulheres vivas”.

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As manifestações ocorrerão em diferentes horários e pontos centrais das cidades. Em São Paulo, o encontro será às 14h, no vão do Masp. Em Curitiba, a concentração está marcada para as 10h, na Praça João Cândido. Em Campo Grande, o ato começa às 13h, na Avenida Afonso Pena, em frente ao Aquário do Pantanal. No Norte, Manaus terá manifestação às 17h, no Largo São Sebastião. No Rio de Janeiro, o protesto será ao meio-dia, no Posto 5, em Copacabana. Em Belo Horizonte, às 11h, na Praça Raul Soares. Em Brasília e entorno, às 10h, na Feira da Torre de TV. Em São Luís, às 9h, na Praça da Igreja do Carmo, e em Teresina, às 17h, na Praça Pedro II.

A convocação nacional ganhou força após novos casos de extrema violência contra mulheres que repercutiram em todo o país. Entre eles está a morte da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos, encontrada carbonizada no Setor Militar Urbano, em Brasília, na sexta-feira. O soldado Kelvin Barros da Silva, 21 anos, confessou o assassinato e está preso no Batalhão da Polícia do Exército. O caso é investigado como feminicídio.

Outra agressão que provocou indignação ocorreu no fim de novembro, quando Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por aproximadamente um quilômetro na zona norte de São Paulo. O motorista Douglas Alves da Silva foi preso por tentativa de feminicídio. Na mesma semana, duas funcionárias do Cefet-RJ foram mortas a tiros por um colega que cometeu suicídio em seguida.

Os indicadores reforçam a dimensão da crise. De acordo com o Mapa Nacional da Violência de Gênero, cerca de 3,7 milhões de mulheres sofreram algum episódio de violência doméstica no período de um ano. Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídio, média de quatro mortes por dia motivadas por violência doméstica, discriminação ou menosprezo. Em 2025, mais de 1.180 feminicídios já foram registrados, segundo dados do Ministério das Mulheres, além de quase três mil atendimentos diários pelo Ligue 180.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta semana a formação de um movimento nacional contra a violência de gênero. Em discurso, ressaltou que a mudança depende da participação ativa dos homens e da transformação de uma cultura que normaliza agressões contra mulheres.

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