PRF mata comandante da Guarda de Vitória e comete suicídio após invadir casa

PRF mata comandante da Guarda de Vitória e comete suicídio após invadir casa
Primeira mulher a chefiar a corporação no ES foi atingida por cinco tiros enquanto dormia/Dayse Barbosa/Instagram
Publicado em 24/03/2026 às 8:30

Da redação de LexLegal

A comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Mattos, 38, foi assassinada pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, na madrugada desta segunda-feira, 23. O agressor utilizou uma escada para acessar a marquise da residência e arrombou a porta para surpreender a vítima, que não teve chance de defesa. Após efetuar cinco disparos contra a cabeça de Dayse, o policial, lotado em Campos dos Goytacazes (RJ), tirou a própria vida.

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A investigação aponta que o crime foi planejado e motivado pela recusa de Diego em aceitar o término do relacionamento. Segundo o delegado-chefe Fabrício Dutra, o material levado pelo PRF confirma a intenção do feminicídio. “Ele foi com a finalidade de cometer o feminicídio. Ele levou os materiais para poder entrar na residência e poder subir na marquise. Tudo indica que ela estava deitada, dormindo, quando ele efetuou os disparos, sem possibilidade de reação”, explicou o delegado. Dayse deixa uma filha de sete anos.

O histórico do casal era marcado por comportamento controlador e episódios de violência doméstica presenciados pela família, embora não houvesse registros oficiais na polícia. Carlos Roberto Teixeira, pai da comandante, relatou tentativas anteriores de agressão física por parte de Diego. “Já tirei ele de cima dela. Uma vez, flagrei ele tentando enforcar a Dayse”, contou.

Para a delegada Raffaella Aguiar, o cargo de autoridade ocupado pela vítima não a protegeu da violência de gênero. “Uma mulher forte, uma autoridade, uma Comandante da Guarda Municipal e sofrer essa violência mais gravosa, que é o feminicídio. Então, essa violência de gênero diz sobre quem é ele”, afirmou.

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Em nota, o Ministério da Justiça lamentou a perda da primeira mulher a comandar a Guarda de Vitória e destacou que o caso reforça a urgência de políticas de saúde mental para profissionais de segurança e o combate ao feminicídio. O governo do Espírito Santo e a prefeitura de Vitória decretaram luto oficial de três dias. A trajetória de Dayse era reconhecida pelo compromisso com os direitos das mulheres e pela liderança na segurança pública capixaba.

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