Prévia da inflação sobe 0,89% em abril com pressão de alimentos e gasolina

Da Redação de LexLegal
O bolso do brasileiro sentiu o peso dos alimentos e dos combustíveis em abril, levando o IPCA-15 a fechar em 0,89%. O índice, que serve como prévia da inflação oficial, superou os 0,44% registrados no mesmo período do ano passado e atingiu o maior patamar desde fevereiro. Segundo dados do IBGE divulgados nesta terça-feira (28), a inflação acumulada em 12 meses subiu para 4,37%, aproximando-se do teto da meta do governo.
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Entressafra e conflito internacional elevam preços
O grupo alimentação e bebidas subiu 1,46%, impulsionado pela alta da cenoura, cebola e leite longa vida. O economista-chefe da Apas, Felipe Queiroz, destaca que o período impacta a oferta. “A menor produção de alguns itens, inclusive leite, tem pressionado o indicador”, afirma.
Nos transportes, o salto foi de 1,34%, puxado pela gasolina e pelo óleo diesel. O cenário reflete a instabilidade no Oriente Médio e os bloqueios no Estreito de Ormuz, que encarecem o petróleo no mercado global por ser uma commodity.
Medidas do governo e metodologia do índice
Para conter a alta dos derivados, o governo federal aplica isenções de impostos e subsídios. De acordo com Queiroz, “um conjunto de ações adotadas para atenuar os efeitos da guerra sobre a economia doméstica têm apresentado ainda efeito diminuto, mas importante”.
Diferente do IPCA cheio, o IPCA-15 considera a coleta de preços entre meados de março e abril em 11 regiões metropolitanas. O resultado mantém o país dentro do limite de tolerância da meta de inflação, estabelecida em 3% com margem de 1,5 ponto percentual.
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O índice oficial de inflação de abril, com abrangência geográfica ampliada, será publicado pelo IBGE em 12 de maio.