Presidente do TST divide juízes entre azuis e vermelhos e reage a críticas

Da Redação de LexLegal
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, classificou magistrados da área em dois grupos durante o encerramento do 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho, em Brasília. Em vídeo que circula em redes sociais, o ministro utiliza as cores azul e vermelho para separar juízes que teriam interesses daqueles que defenderiam uma causa institucional.
A fala ocorreu em meio à defesa da Justiça do Trabalho contra críticas que a apontam como obstáculo ao crescimento econômico. Mello Filho chamou tais questionamentos de terraplanismo jurídico e atacou a pejotização, classificando a prática como fraude. O ministro buscou diferenciar a atuação técnica da ideológica ao tratar da proteção aos vulneráveis.
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“Eu diria que não tem azul ou vermelho. Tem quem tem interesse, tem quem tem causa. Nós vermelhos temos causa, não temos interesse. E que fique bem claro isso para quem fica divulgando isso aqui no país”, afirmou Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho. O ministro foi aplaudido ao dizer que o grupo tem o poder conferido pela Constituição para atuar na defesa da instituição.
Segundo Mello Filho, a preocupação não recai sobre os azuis, mas sobre a manutenção dos objetivos dos vermelhos. A declaração gerou reações imediatas em plataformas digitais, onde as cores foram associadas à polarização política entre governo e oposição. O TST não se manifestou oficialmente sobre o contexto da divisão cromática feita pelo presidente até o momento.
Crítica ao retrocesso social
O magistrado assumiu o comando da corte em setembro passado com um discurso focado na resistência contra mudanças na legislação que limitariam o acesso à justiça. Mello Filho sustenta que o papel do juiz não é legislar, mas garantir que o pacto social estabelecido em 1988 seja respeitado integralmente, sem a retirada de direitos.
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O evento em Brasília reuniu centenas de magistrados para discutir sustentabilidade e inteligência artificial. Entre as conclusões, o congresso aprovou teses sobre o trabalho protegido e a crise climática. A manifestação do presidente encerrou os debates reforçando o tom combativo da atual gestão do tribunal frente aos críticos da estrutura trabalhista brasileira.