Presa preventivamente mulher suspeita de causar a morte do próprio filho

Presa preventivamente mulher suspeita de causar a morte do próprio filho
 A decisão levou em consideração o histórico da suspeita: dois filhos anteriores morreram em 2017 e 2018/TJRS
Publicado em 17/06/2025 às 7:30

Da redação de LexLegal

A Juíza de Direito Walkyria Maria Cabral, da Vara Judicial da Comarca de São Pedro do Sul, decretou a prisão preventiva de uma mulher suspeita de causar a morte do próprio filho, de apenas 11 meses, por intoxicação medicamentosa. O crime teria ocorrido em novembro do ano passado.

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A decisão foi proferida na quarta-feira (11), com o mandado de prisão sendo cumprido no mesmo dia. Na quinta-feira (12), a investigada passou por audiência de custódia e, em seguida, foi reconduzida ao Presídio Regional de Santa Maria, localizado na região central do Rio Grande do Sul.

 A decisão levou em consideração o histórico da suspeita: dois filhos anteriores morreram em 2017 e 2018, em circunstâncias ainda não esclarecidas, o que levanta suspeitas sobre possíveis crimes anteriores.

O caso está sendo investigado com base em laudos periciais que indicam como causa da morte da criança a asfixia mecânica por broncoaspiração. Exames toxicológicos confirmaram a presença de amitriptilina — um antidepressivo de uso controlado — no sangue da criança.

Testemunhas relataram que a investigada obtinha o medicamento de uma vizinha, alegando ser para uso próprio. Contudo, a vizinha descobriu que o remédio estava sendo administrado à criança e interrompeu o fornecimento. Outra testemunha afirmou ter visto a mulher medicando seus filhos e, em outra ocasião, também os filhos da própria testemunha.

O médico que atendeu a criança descreveu sintomas compatíveis com intoxicação por amitriptilina (antidepressivo com propriedades analgésicas), como desidratação severa, ausência de lágrimas e falta de resposta a estímulos, reforçando os indícios de envenenamento deliberado.

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A prisão preventiva foi decretada, segundo a magistrada, como medida para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.

Com informações do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.

SÃO PAULO WEATHER